O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 02/11/2017

A Constituição Federal de 1988 assegura a toda a sociedade brasileira o direito à saúde e bem estar. No entanto, o aumento no número de pessoas infectadas por doenças sexualmente transmissíveis no Brasil demonstra que os indivíduos ainda não usufruem plenamente desse direito. O aumento nos casos de DST’s é um problema gravíssimo da sociedade brasileira, destarte, é necessário torná-lo visível e combatê-lo.

Em primeira análise, cabe pontuar que o crescimento do contingente infectado por DSTs demonstra a ineficiência na administração do SUS (Sistema Único de Saúde). Em relação a isso, Zygmunt Bauman, na obra “Modernidade Líquida”, afirma que muitas instituições mantêm sua forma a qualquer custo e acabam perdendo a funcionalidade. Tal tese proposta por Bauman serve para mostrar que instituições como o SUS ao perderem a capacidade de desempenhar sua função social, elencam aos indivíduos inúmeros problemas. Diante disso, evidencia-se que a debilidade do sistema de saúde público é uma das causas do aumento de infectados por patógenos transmitidos em relações sexuais sem proteção.

Ademais, convém frisar que a falta de informação da população acerca dos perigos das DSTS é um dos principais agravantes de tal distúrbio. Comprova-se isso por meio de dados divulgados pela Pcap (Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas) em 2016, que revelaram que mais de 20% das pessoas entrevistadas acreditavam existir cura para a Aids. Ainda cabe lembrar que, os sintomas da maioria das infecções transmitidas por atos sexuais são desconhecidos por grande parte população sexualmente ativa, o que impede que muitos procurem tratamento. Dessa forma, percebe-se que, um caminho para reverter a atual situação é educar sexualmente a população, para que todos saibam como se proteger e como identificar tais doenças.

Urge então, que medidas sejam tomadas para mudar a atual situação dos brasileiros frente as DSTS. Nesse sentido, o Ministério da Saúde (MS) deve veicular na mídia televisiva e em outros canais midiáticos, campanhas de conscientização que mostrem as consequências das DSTS e incentivem o uso de preservativos, a fim de tornar a população ciente de que seus atos individuais podem contribuir no combate a um problema de saúde público. Além disso, o MS deve aliar-se ao MEC (Ministério da Educação), e promover nas instituições de ensino, mediante a palestras com profissionais da saúde, a educação sexual, respeitando a faixa etária adequada para cada tipo de informação, com a finalidade de que os indivíduos cresçam conscientes da importância dos preservativos durante as relações sexuais.