O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 26/02/2018

As DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) sempre estiveram presentes na história da humanidade, mas após a chamada “revolução sexual” com a libertação de muitos tabus envolvendo o sexo e a descoberta da cura de varias doenças possibilitaram uma ascendência no número de casos dessas enfermidades, aumentando subitamente em larga escala, no mundo inteiro. No Brasil o número de infectados nunca esteve tão alto, preocupando vários setores da saúde  pública.

Pesquisas feitas pela Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo afirmam que as ocorrências de sífilis por transmissão sexual cresceram 603% em seis anos no Estado de São Paulo, já em outras regiões os valores também aumentaram, no estado de Acre o aumento em três anos foi de 96,1% e em Pernambuco de 94,4% também em três anos.

Portanto, é indiscutivel que o número de doenças propagadas durante o coito aumentou drasticamente nos últimos anos, principalmente em regiões menos desenvolvidas, isso se deu pela falta de conhecimento da população mais pobre, especialmente dos jovens, que grande parte não teve acesso a educação sexual durante a sua escolaridade, ainda não estando incluida no currículo base das escolas públicas, além disso, muitos projetos de lei tentam proibir a educação sexual nas escolas, o que pode contribuir ainda mais para o crescimento de infectados.

Em suma, o aumento do número de enfermos afetados por DSTs está totalmente vinculado a ignorância das populações menos favorecidas e falta do ensino sexual em escolas públicas e privadas, portanto medidas devem ser tomadas para a resolução do empasse.O MEC(Ministério da Educação) por meio da criação de uma lei complementar deve adicionar ao currículo base do ensino público aulas de educação sexual no ciclo dois do ensino fundamental e médio para que os alunos tenham conciência dos perigos de relações sexuais desprotegidas e das DSTs que podem ser adquiridas, diminuindo assim o contágio e transmição dessas doenças.