O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 18/04/2018

Ao analisar o número de infectados por doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) no Brasil, percebe-se um notável crescimento no país. De acordo com os dados fornecidos pelo Ministério da Saúde, só a sífilis, por exemplo, teve um aumento de 28% em 2016. Dentre os vários fatores contribuintes com o caso, vale ressaltar uma maior liberdade sexual entre os jovens na contemporaneidade atrelada a menor despreocupação desses com a aquisição das “doenças do sexo”.

Segundo o filósofo Jean-Paul Sartre, o homem etá condenado a ser livre, logo, é plausível a construção da independência e da liberdade entre os jovens, inclusive no quesito da sexualidade. Isso quer dizer que eles podem escolher com quem e como se relacionar, dentre outros aspectos. No entanto, apesar de livre, o ser humano é responsável por todos os seus feitos, afirmou o mesmo filósofo, porém , muitos jovens pecam na questão da responsabilidade. Por muitas vezes não adotam o preservativo, por escolha própria, consequentemente, estão menos protegidos contra as doenças. Pesquisas baseadas na percepção dos médicos apontam apenas 40% dos que utilizam camisinha.

Ademais, mesmo diante da abundância de informações no cotidiano e da facilidade de obtê-las, a maioria das pessoas perdeu a sensibilidade ao tratar-se das DSTs, por tanto, ignoram seus efeitos. Muitas delas também creem na cura desses males por meio dos avanços científicos, por isso perderam o medo de se proteger. Contudo, mesmo que algumas doenças já apresentem cura, nem sempre o tratamento é fácil. A gonorreia, por exemplo, causada por uma bactéria, ultimamente tem resistido aos efeitos dos antibióticos, por conseguinte a recuperação do infectado torna-se delicada.

Assim, a crença na cura dessas doenças não é suficiente para diminuir o número de infectados, muito menos a irresponsabilidade de muitas pessoas ao ignorá-las. Por esse motivo, é necessário que se recupere a sensibilidade dos jovens quanto a essa questão. Por tanto, as instituições de ensino poderiam ajudar ao reforçar a educação sexual dentro das escolas, aproveitando-se das aulas cujas matérias se relacionam com o tema, para debater o assunto com os alunos. Dessa maneira, impactando os jovens por viés da educação, será possível diminuir a propagação das DSTs.