O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 17/05/2018

No que se refere o aumento de DST’s, no Brasil, pode-se afirmar que a ascensão do tema traz várias dúvidas à tona, já que mesmo na era digital ainda há dificuldades de combater esse mal, porém, isso pode ser explicado pela falta de diálogo das famílias e escolas, dificultando que as informações possam complementar uma base já existente. Nesse sentido, é de extrema importância o investimento e planejamento de um meio produtivo que conscientize e oriente na formação dos cidadãos.

Em primeiro plano, segundo Zygmunt Baumant e sua teoria " Imediatismo das relações sociais", o intenso fluxo de informações, em pouco tempo, causa dificuldade de reflexão de dados, reforçando o conhecimento prévio, isso tudo porque a formação baseia-se na esfera de vivência, sendo assim, para o funcionamento das publicidades e notícias sobre a temática, antes precisa-se de uma base moral para que esse conhecimento seja assim construído, caso contrário, cria-se o desinteresse e o desentendimento. Dessa maneira, os  jovens da atualidade sofrem com esse problema, visto que as famílias e as escolas não debatem sobre o assunto, o que torna o grupo o foco principal de doenças sexualmente transmissíveis, pois cerca de 6 entre 10 pessoas entre 15 e 24 anos fizeram sexo casual sem camisinha em 2016, segundo a UOL. Todavia, mesmo todos estando cientes das doenças existentes, parte deles não sabem como se contrai, os sintomas, ou a periculosidade das sequelas que poderiam levar para vida.

Ademais, segundo Durkheim com a teoria “Fato Social”, a maneira coletiva de pensar é dotada de generalidade, exterioridade e coercitividade, isto é, o indivíduo adquiri hábitos por vivência em grupo. Dessa forma, as pessoas sem uma base educacional, força a normatização do sexo sem preservativo em seus grupos e essa ato acaba se propagando e se tornando um comportamento, dificultando o combate das DST’s. Desde modo, a falta de discussão se transforma em uma forma de difusão, ou seja, a segunda questão é derivada da primeira.

Entende-se, portanto, que o Estado deve aprofundar o conhecimento sobre doenças relacionadas ao sexo nas escolas de ensino médio como um fator de saúde pública, já que boa parte das famílias não conversa com seus filhos por conta do conservadorismo, assim fazendo a obtenção de passividade sobre o tema, além de propagar socialmente a mesma ideia. Então cabe ao Ministério da Educação o investimento em um cronograma de aulas, de no mínimo uma vez ao mês, sobre explicação sobre as transmissões dessas doenças e os meios de evita-las, de modo que tenha conhecimento suficiente para evitar e propagar os dados. Além disso disso, Cabe ao Ministério da Saúde investir, e proporcionar esses meios preservativos para sociedade.