O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 11/03/2018

Após 107 anos da luta pela erradicação das doenças tropicais,das reformas urbanísticas de 1909,o Brasil ainda vivencia obstáculos na área da saúde como a persistência das DSTs.Desde a implementação do Ministério da Saúde,sob o governo Vargas,já havia indícios de patologias transmitidas pelo ato sexual desprotegido.Diante do contexto, da gravidade dessa questão,urge a necessidade de novas ações para a sua efetiva coibição.

O avanço tecnológico e a remodelação das relações interpessoais, permitiu o avanço da medicina com a consolidação de medidas preventivas.Apesar disso, segundo a Secretaria do Estado de São Paulo, foram registrados um aumento de 39,5 mil novos casos, sendo a Aids a mais frequente no país.Assim, o conflituoso ajuste dos indivíduos quanto à proteção sexual ainda é deficiente e isto contribui para a alta incidência das doenças sexualmente transmissíveis.

O doutor Mário Ângelo, Universidade de Brasília, afirma que a contaminação acontece em progressão geométrica, a pessoa infectada que não sabe do seu diagnóstico transmite o vírus ou a bactéria para outras, que também permanece no ostracismo.Ademais, há um hiato que deve ser levado em consideração, pois a sociedade banaliza a circulação de diálogos nas instituições de ensino  acerca das DSTs. Além disso, há déficit na circulação de campanhas nas regiões interioranas e a educação sexual é quase ausente na maioria dos casos,por conseguinte a prevalência da ignorância fundamenta-se na cultura de um povo.

Fica claro, portanto, que o comportamento da sociedade mudou, com isso a linguagem das políticas públicas ficou defasado. Assim,o Estado deve incrementar campanhas que sejam mais chamativas e que alcancem lugares interioranos,e também que em sua maioria essas estejam em lugares frequentados por jovens, que são a  maior categoria mais infectada, como exemplo em boates e shows.É preciso trabalhar a educação sexual nas escolas com mais efetividade,falar sobre a valorização da vida,dos resultados da camisinha,das doenças e mostrar o dano que elas causam. O uso do preservativo deve ser encarado como o cinto de segurança e o consumo de água potável. Nesse viés, será possível reduzir essa mazela que ainda persiste na sociedade brasileira.