O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 24/03/2018
A contaminação por doenças sexualmente transmissíveis não é um problema exclusivo da sociedade contemporânea. Há relatos de surtos na Europa, durante a Idade Média, de doenças como a sífilis, que, na época, eram explicadas como um “castigo divino”. Hoje, sabe-se as reais causas das DSTs, porém, ainda assim, os índices de infectados, no Brasil, têm aumentado bastante nos últimos anos. Nesse sentido, deve-se analisar como a educação sexual pode ajudar a sanar o problema.
Em primeira análise, é preciso destacar que a questão da infecção por doenças sexualmente transmissíveis deve ser tratada como um problema de saúde pública. Isso porque, de acordo com dados do Ministério da Saúde, o número de infectados pela sífilis, no Brasil, cresceu em torno de 30% no período de 2014 a 2015. Nesse contexto, é imprescindível que haja, por parte do Poder Público, a implementação de ações que visem controlar essas doenças, visto que os indivíduos infectados pelas DSTs adquirem maior vulnerabilidade no organismo, o que pode deixá-los mais propícios a adquirirem outras doenças.
Sob outro ângulo, deve-se destacar o papel da escola nesse processo. A Constituição Federal brasileira não impõe obrigatoriedade a aplicação da educação sexual nas instituições de ensino, o que faz com que, em suma, grande parte das escolas não optem por implementar essa matéria no conteúdo programático. Dessa forma, percebe-se que o país está na contramão do que seria a solução para a problemática, visto que, de acordo com Jacqueline Pitanguy, grande socióloga brasileira, “a educação é o melhor contraceptivo”, pois é através dela que os indivíduos aprendem todas as opções de prevenção e, consequentemente, o índice de contaminação diminui.
Torna-se evidente, portanto, que a contaminação por doenças sexualmente transmissíveis deve ser controlada. Para isso, o Governo Federal, através do Poder Legislativo, deve discutir a criação de uma lei que torne obrigatório o ensino de sexualidade nas escolas brasileiras. Assim, é imprescindível que haja profissionais qualificados, como sexólogos e psicólogos, que palestrem para os alunos sobre os métodos contraceptivos e a importância de se prevenir das DSTs, dando ênfase aos danos que estas podem causar aos indivíduos. Essa iniciativa será importante porque tornará a informação mais ampla e, consequentemente, os índices de infecção diminuirão.