O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 28/03/2018

A epidemia de Aids no Brasil, durante as décadas de 70 e 80, mostrou a gravidade das DSTs, incluindo a morte de artistas como Cazuza. Na contemporaneidade, contudo, tem-se observado uma reincidência do aumento dos casos dessas doenças. Fatores educacionais e culturais ajudam a compreender esse cenário.

É importante pontuar, de início, a falsa ideia da conscientização e do acesso à informação. É preciso questionar a relevância do banco de dados da internet e das campanhas realizadas se o conhecimento não chega à sociedade. É preciso que, além de lançar a informação, que ela seja trabalhada. À guisa de Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele, sendo fundamental que a escola assuma seu papel nesse contexto, uma vez que é latente a negligência em relação à abordagem da sexualidade com os alunos. Tal fato pode ser ratificado com os dados da Pcap 2013, que afirmam que 21,6% dos jovens entrevistados acreditavam que existe cura para a Aids.

Ademais, tem-se a irresponsabilidade dos jovens, que são os principais afetados pelas doenças sexualmente transmissíveis. A maior liberdade sexual vivida atualmente (propiciada por aplicativos de encontro, por exemplo), somada à falta de conhecimento e diálogo nas famílias, é responsável por esse aumento nos casos de DSTs. O aumento dos índices de sífilis e HIV, especialmente entre a população de 20 a 24 anos, ratifica essa tese.

É inegável, portanto, a relevância de aspectos educacionais e culturais para a problemática supracitada. É dever da escola, nesse sentido, promover uma abordagem eficiente sobre o tópico sexualidade com os alunos. Tal medida deve ocorrer por meio de palestras e aulas explicativas a cerca do risco das doenças, formas de prevenção, entre outros. Além disso, é importante que os pais estabeleçam diálogos com os filhos acerca do assunto, incentivando a compra de preservativos e oferecendo maior abertura para questionamentos e pedidos de ajuda.