O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 02/04/2018

Em 1990, um dos maiores cantores da música popular brasileira veio a óbito devido a complicações da Aids. Naquela época, a virose ainda era uma incógnita para a ciência brasileira e, assim, eram pouco conhecidas formas de tratamento e até prevenção. Hodiernamente, no entanto, é preocupante que, mesmo com os avanços da medicina, as doenças sexualmente transmissíveis continuem aumentando em números de infectados no Brasil. Com isso, faz-se necessário debater causas e soluções para entender e superar esse quadro.

A princípio, é fundamental observar que a falta de informação ainda é um dos maiores motivos para que as pessoas não se previnam durante as relações sexuais, a principal via de transmissão. Isso porque, mesmo com o advento da internet e com a rapidez com que vídeos e fotos são compartilhados nas redes sociais, o debate sobre DST’s e sobre meios de prevenção ainda é muito reservado a salas de aula e, como muitas pessoas não têm acesso à educação sexual, essas informações permanecem restritas à uma parcela limitada de indivíduos.

Além disso, mesmo quando se tem o conhecimento de que há enfermidades que podem ser adquiridas sexualmente, é comum que o risco de contágio seja minimizado. Isto é, muitas pessoas e, principalmente jovens, se posicionam como se ser infectado por esse tipo de patologia fosse algo capaz de acontecer apenas a terceiros. Em síntese, esses brasileiros ignoram que, no nosso país, há cerca de dez milhões de pessoas contaminadas com Aids, gonorreia, sífilis e clamídia, segundo o Ministério da Saúde, e que, desse total, mais de um milhão nem sequer sabem que estão infectados, colocando a saúde de milhares de pessoas em risco se essas não se prevenirem.

Nesse contexto, para que esses números decresçam, faz-se necessário que o Ministério da Saúde utilize as redes sociais Instagram e Twitter para veicular imagens e vídeos que mesclem informações sobre prevenção com conteúdos humorísticos e de entretenimento, como os memes, para alcançar um público diverso de uma maneira contextualizada com a realidade virtual de usuários, mas que lhes chame atenção para o perigo à vida que as DST’s podem representar. Ademais, é preciso que alunos de medicina das universidades federais distribuam cartilhas com sintomas das infecções e ainda produzam workshops públicos divulgando informações sobre como procurar diagnóstico e tratamento adequado para que ninguém tenha que viver como se ainda estivesse em 1990.