O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 05/05/2018
Apesar do conhecimento acerca das doenças sexualmente transmissíveis (DST), o aumento no número de infectados cresce no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, por exemplo, de 16,2 casos em 2005, o número de pessoas que possuem alguma DST subiu para 33,1 casos em 100 mil habitantes em 2015. Assim, embora a transmissão de muitas dessas doenças sejam conhecidas e divulgadas, realidade observada em redes sociais, elas ainda são um problema de saúde pública no Brasil que necessitam de medidas mais consistentes para conter o seu avanço.
Nesse contexto, é necessário avaliar a forma de transmissão da informação referente às doenças e a relação sexual. Mesmo diante do conhecimento sobre o contágio e da distribuição gratuita de preservativos, principais instrumentos para a prevenção, o número de infectados cresce e revela que a propagação de conhecimentos a respeito das DST ainda é insuficiente no Brasil. Conforme a Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira (Pcap), 43,4% dos jovens não usaram preservativo durante a relação sexual. Em um século em que essa faixa etária inicia a atividade sexual precocemente, caso o intenso número de informações que recebem não sejam mais bem ministradas e discutidas, elas podem não permitir que a sua função seja realmente garantida: a de informar, prevenir e educar.
Além disso, é importante destacar que o comportamento da sociedade mudou, com isso, a linguagem das políticas públicas ficou, possivelmente,desatualizada. A questão do uso do preservativo, por exemplo, envolve aspectos sociais e culturais, como também religiosos. Fazer uma abordagem sobre a importância da camisinha como método contraceptivo e preventivo sem, muitas vezes, ferir aspectos culturais e religiosos torna-se um problema em uma sociedade que evolui em métodos e abordagens científicas para conhecimento e prevenção de doenças, mas que ainda não encontra políticas públicas que trabalhem os variados aspectos da vida juvenil e adulta. Isso contribui com o aumento das DTS. A título de exemplo, segundo o Ministério da saúde, entre os anos de 2014 e 2015, a sífilis adquirida teve um aumento de 32,7%.
Diante do exposto, é preciso que medidas mais consistentes sejam adotadas. Dentre elas, as escolas devem ministrar , com o auxílio dos Ministérios da Educação e da Saúde, por meio de políticas públicas cartilhas informativas, palestras e atividades lúdicas como o teatro, informações a respeito das doenças sexuais e uso de preservativos.Pode-se utilizar,também,de aulas de biologia, aliando a aulas de sociologia, para que se trabalhe os variados aspectos sociais da realidade do brasileiro.