O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 02/04/2018
As doenças sexualmente transmissíveis abrangem um grupo de patologias que vêm crescendo em números de infectados na última década. Nesse sentido, convém analisar os principais fatores que promovem esse aumento no Brasil: a desinformação de grande parcela da população e a perda do medo pelas DSTs.
Em primeira análise, podemos destacar a heterogeneidade de fatores sociais no Brasil, isso afeta também na saúde, quando estados mais industrializados recebem mais instrução acerca dessas doenças. Por isso, as estatísticas mostram como regiões menos favorecidas apresentam um maior número de pessoas infectadas, pois desconhecem as formas de prevenção possíveis. A camisinha, por exemplo, é uma contraceptivo de barreira que tem sua eficácia beirando os 100% de proteção contra DSTs.
Além da questão social, sabe-se que seis em cada dez jovens já fez sexo sem camisinha no último ano (dados Pcap 2013). Isso evidencia a sensação dos jovens de serem inatingíveis para essas doenças. Esse sentimento de valentia cresceu com o passar dos anos, já que essa geração não teve muito contato com grandes ídolos que tiveram uma morte relacionada a essas doenças. Por exemplo, o cantor Cazuza, um grande ídolo da geração passada, que morreu por problemas relacionados a uma doença sexualmente transmissível, a AIDS.
Portanto, diante do exposto, o Ministério da saúde deve aplicar investimentos em regiões carentes do país, por meio do auxílio dos governos de cada estado, com ênfase na prevenção das DSTs e na propagação da importância de métodos contraceptivos. Espera-se, com isso, que aumente o número de pessoas que sejam esclarecidas em relação a sua proteção contra DSTs e que percebam o quanto todos estão expostos a contrair essas patologias.