O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 03/04/2018
As doenças sexualmente transmissíveis - DSTs - conduzem a história da humanidade. Desde a Grécia Antiga, onde eram chamadas de doenças venéreas em homenagem a deusa Vênus - deusa do amor; passando pelo Egito, com os primeiros registros da sífilis em figuras nas tumbas dos faraós; e atingindo seu auge nas décadas de 80 e 90 com o aumento perigoso dessas doenças entre os jovens brasileiros, o que se vê é um grande problema de saúde pública no Brasil. Para compreender esse processo, é essencial analisar não só os fatores sociais que o acompanham, mas também formas de amenizá-lo.
Em primeiro plano, é necessário que haja conscientização social por parte dos jovens - que são os mais afetados - em relação a prevenção e o tratamento. A HIV, uma das mais preocupantes DSTs, pode ser transmitida por meio de relações sexuais e evitada com o uso do preservativo. Entretanto, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, a maioria dos brasileiros sabe como prevenir tais doenças, mesmo assim, 45% da população sexualmente ativa do país não faz uso da camisinha, o que deve ser, pois, condenado a fim de que a contaminação seja combatida.
De outra parte, o sexo ainda constitui-se tabu nos seios familiares e escolares, e os jovens estão começando suas vidas sexuais cada vez mais cedo,e em grande parte, de forma irresponsável, tornando o meio ideal para o desenvolvimento das doenças sexualmente transmissíveis. Todavia, a evolução na medicina fez com que os novos tratamentos aumentassem a sobrevida dos pacientes, em especial dos soro positivos, contribuindo para a banalização do HIV com a ideia errônea da cura com medicamentos. Desta forma, os níveis de contaminação que haviam diminuído nos últimos anos, vê-se elevado mais uma vez.
Urge, portanto, que caminhos sejam encontrados para combater as DSTs. Cabe aos cidadãos que façam o uso do preservativo durante as relações sexuais e que procurem o sistema de saúde para descobrir possíveis doenças transmissíveis e tratá-las, impedindo futuras contaminações. Ao Ministério da Saúde, a realização de campanhas de esclarecimento sobre essas doenças, seja por meio dos veículos midiáticos de massa, campanhas em hospitais e escolas, distribuição de panfletos e instalação de máquinas que distribuem preservativos em locais públicos; além de parcerias com o Ministério da Educação para a educação sexual e psicopedagógica dos jovens. Desta forma, com a ação conjunta entre a sociedade e o poder público, os índices de transmissão poderão ser revertidos mais uma vez.