O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 06/04/2018
Em 1990, um dos maiores cantores da música popular brasileira veio a óbito devido a complicações da Aids. Naquela época, a virose ainda era uma incógnita para a ciência brasileira e, assim, eram pouco conhecidas as formas de tratamento e até prevenção. Hodiernamente, no entanto, é preocupante que, mesmo com o avanço da medicina, as doenças sexualmente transmissíveis ainda continuem crescendo em números de infectados no Brasil. Com isso, faz-se necessário debater causas e soluções para entender e reverter esse quadro.
A princípio, é fundamental observar que a falta de informação ainda é um dos maiores motivos para que as pessoas não se previnam durante as relações sexuais, uma das principais formas de transmissão. Isso porque, mesmo com o advento da internet e com a rapidez com que vídeos e fotos são compartilhados nas redes sociais, o debate sobre DSTs e sobre meios de prevenção ainda é muito reservado a salas de aula e, como muitas pessoas não têm acesso à educação sexual, essas informações permanecem restritas a uma parcela limitada de indivíduos.
Além disso, mesmo quando se tem conhecimento de que há enfermidades que podem ser adquiridas sexualmente, é comum que o risco de contágio seja minimizado. Ou seja, muitas pessoas e, principalmente jovens, se posicionam como se ser infectado por esse tipo de patologia fosse algo capaz de acontecer apenas a terceiros. Em síntese, essas pessoas ignoram que, no nosso país, há mais de dez milhões de pessoas contaminadas com Aids, gonorreia, sífilis e clamídia, segundo o Ministério da Saúde, e, que, desse total, cerca de um milhão sequer sabe que está infectado, colocando em risco a saúde de pessoas que não se previnem.
Nesse contexto, a melhor solução é que o tecido social brasileiro se conscientize de que é necessário se proteger das DSTs, pois como dito por Stuart Mill: “Sobre o próprio corpo, o indivíduo é soberano”. Para tal, é preciso que o Ministério da Saúde promova uma campanha nas redes sociais Twitter e Instagram em que influenciadores digitais gravem e compartilhem vídeos sobre a importância do sexo seguro para manter a saúde sexual estável, pois essas mídias sociais podem alcançar milhões de usuários. Ademais, é importante que a Ancine produza um documentário sobre o panorama da Aids no Brasil para que esse seja transmitido em áreas públicas do país no Dia Mundial do Combate à Aids como uma sessão de cinema gratuita, educativa e conscientizadora.