O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 09/04/2018
O Brasil é hoje um dos poucos países que disponibilizam, gratuitamente, o tratamento e a administração de alguns fármacos contra as doenças sexualmente transmissíveis (DST’s). No entanto, infelizmente, o número de infectados tem crescido, tornando-se um desafio para os órgãos de saúde pública. Logo é necessário que o Governo Federal e também as instituições de ensino busquem mecanismos a fim de sanar esse entrave.
Há disponível atualmente, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), vários métodos que visam a proteção de indivíduos contra as DST’s, dentre eles a camisinha masculina e feminina, que são os principais. Porém, apesar de tais métodos serem de fácil acesso, ainda existe certa resistência ao uso por parte dos jovens com idades entre 15 e 24 anos, segundo a Pesquisa de conhecimentos, atitudes e práticas (PCAP). Esse quadro, desenvolve-se, de acordo com o médico Dráuzio Varela, muitas vezes, pelo efeito de um senso comum, no qual tais doenças são curáveis, ou seja, os indivíduos pouco ou quase nunca se preocupam em não contrair as enfermidades e não utilizam a camisinha, que é o melhor método de barreira contra agentes infecciosos sexualmente transmissíveis. Dessa forma, torna-se evidente a necessidade de uma maior atenção das instituições de saúde quanto a esse contexto.
Consequentemente, devido a tal despreocupação citada anteriormente, é inevitável o aumento do número de infectados, ou seja, doenças como a Sífilis e a AIDS, passam a acometer a população que negligencia os métodos de proteção. A primeira, por se tratar de uma doença que tem cura e aparece em seu primeiro estágio de forma branda, torna-se pouco temerosa, mas que com o passar dos anos pode, se não tratada, retornar de forma grave atacando principalmente o sistema nervo central e por fim pode levar a óbito. A segunda por ser uma doença incurável até então, causou bastante medo na população enquanto ainda não possuía tratamento efetivo, ou seja, com a criação do fármaco Zidovutina (AZT), um eficiente antirretroviral, uma parte da sociedade demonstrou confusão conceitual e passou a colocar, equivocadamente, como sinônimo de tratamento, à cura. Sendo assim, apesar dos avanços na área médica, a informação precisa ser difundida amplamente.
Portanto, para sanar esse problema, é necessário que o Governo Federal, através do Ministério da Saúde, além de disponibilizar o tratamento gratuitamente na rede pública, busque também amplificar a informação sobre os métodos de contágio para toda a sociedade, usando como ferramenta a mídia escrita e televisionada, com a utilização de propagandas em horários nobres. As escolas, por sua vez, devem realizar grupos de debate com profissionais da saúde convidados pela própria instituição, para que dúvidas sejam sanadas. Por conseguinte, a sociedade caminhará para a reversão desse contexto.