O aumento de infectados por DSTs no Brasil

Enviada em 09/04/2018

Caminho interditado

Aids, sífilis, HPV, herpes genital, gonorreia… Esses são exemplos de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), uma categoria de patologias que têm aumentado consideravelmente no Brasil. Para conter este avanço, a prevenção é o melhor caminho, porém ele encontra-se interditado pela tibieza das campanhas e pela falta de discussão acerca do assunto.

Primeiramente, é cabível ressaltar que as campanhas preventivas das DSTs são fracas. A maioria delas é constituída por cores alegres e dizeres festivos exibidos em cartazes e anúncios publicitários televisivos. Tais recursos são ineficazes no combate às doenças, visto que não causam medo no público, que acaba, então, banalizando um grave problema de saúde pública.

Além disso, a falta de discussão do assunto constitui um grave problema. A abordagem da temática ainda gera constrangimento nas escolas e nas famílias, que não orientam os jovens - parcela mais afetada da população - adequadamente. Nesse ínterim, é comum que os adolescentes não utilizem o preservativo nas relações sexuais e não saibam identificar os sintomas e as implicações dessas doenças. Prova disso está em uma pesquisa do Ministério da Saúde, segundo a qual 40% dos indivíduos não utiliza a camisinha, e outros 20% acreditam na reversibilidade da Aids.

Fica claro, portanto, que medidas são necessárias para solucionar esse impasse. Cabe ao Ministério da Saúde a promoção da informação em ambientes públicos, principalmente regiões hospitalares, através de cartazes sérios que contenham dizeres de médicos especialistas, a fim de orientar a população. Ademais, é papel da escola a realização de seminários e debates com o intuito de conscientizar os jovens sobre a importância de se cuidarem. Assim, o caminho da prevenção ficará livre para que a sociedade brasileira torne-se mais saudável.