O aumento de infectados por DSTs no Brasil
Enviada em 09/04/2018
Na década de 80, a preocupação com a proliferação de doenças sexualmente transmissíveis mostrou-se relevante para o país. Nesse período, tal preocupação manifestava-se pela epidemia de aids, que infelizmente, na atualidade, voltou a representar um desafio a enfrentado de maneira mais organizada pela sociedade. Nesse sentido, é necessário analisar o aumento de infectados por DSTs no Brasil e possíveis soluções para atenuar esse problema.
Em primeiro plano, é válido enfatizar que o número de infectados pelo vírus HIV tem aumentado de maneira alarmante no país. Nesse contexto, percebe-se que com a criação dos remédios antirretrovirais, que proporcionou uma melhora na qualidade de vida dos soropositivos e a diminuição do número de mortes, acarretou uma falsa ideia de que a aids está controlada, de tal forma que, as pessoas estão mais descuidadas nas relações sexuais. Sob esse especto, é inegável que isso seja uma das causas do aumento dessa doença sexualmente transmissível.
Sob esse viés, nota-se que os jovens são mais afetados por esse cenário, uma vez que não presenciaram a epidemia do vírus nos anos 80. De acordo com o filósofo George Santayana, ‘‘Aqueles que não conseguem lembrar do passado estão condenados a repeti-lo’’. Ao seguir essa linha de pensamento, observa-se que as políticas preventivas à aids, realizadas pelo Ministério da Saúde, não evoluíram concomitantemente com o tratamento da doença, visto que, naquela época, as mortes eram mais corriqueiras e frequentemente divulgadas pela mídia, como exemplo, a morte de vários ídolos dos jovens, dessa maneira as medidas profiláticas teve mais impacto pelo temor da morte. Logo, essa realidade torna evidente a necessidade de se pensar em ações que tenham por objetivo amenizar essa problemática.
Em decorrência disso, a fim dos ideais do filósofo George Santayana não seja apenas no campo teórico, a escola deve trabalhar com a memória histórica da epidemia do vírus HIV, por meio de notícias e reportagens da época, depoimentos, não só com pessoas que vivenciaram o período da epidemia, mas também com soropositivos, com intuito de relatar os desafios de conviver com a doença e de salientar a importância do uso de preservativo nas relações sexuais. Espera-se, com esses atos, não reprisar o episódio ocorrido nos anos 80.