O aumento do número de profissionais freelancer no Brasil

Enviada em 15/03/2021

No final do século XX, em virtude de uma integração industrial e econômica, houveram mudanças na dinâmica laboral e o surgimento de novas divisões trabalhistas. Nesse sentido, consolidou-se um formato menos burocrático adotado pela população desempregada. Com isso, no Brasil contemporâneo, esse panorâma de contorno a um problema social não veio isento de desafios, visto que é uma forma de serviço não legislada. Dessa forma, torna-se urgente explicitar o impulsionador dessa complexa adversidade, bem como sua consequência: a ausência de cargos disponíveis devido à tecnologia e a labuta precária, por conseguinte.

Diante desse cenário, é indiscutível que a carência de disponibilidade no mercado de trabalho motivada pela mecanização é um sustentáculo central do aumento de trabalhadores independentes. A respeito disso, cabe explicitar que, na era moderna, o ramo empresarial demonstra preferência pelo uso de máquinas, uma vez que essas não apresentam limitações humanas que prejudicam a produção: doenças e cansaço. Nesse viés, o fenômeno vivenciado após a Revolução Verde -na qual os aparelhos tecnológicos substituiram os empregados rurais e deixaram-nos desempregados- expande-se para todo o país. Desse modo, a estrutura produtiva mecanizada atual, ao desdenhar da mão de obra humana, influencia-os a procurar opções de renda menos formais e seguras.

Por conseguinte, os indivíduos obtém como recurso surgir com novos jeitos de manutenção monetária que, no entanto, não são seguros. Isso porque, ao não serem regidos por lei, esses trabalhadores deixam seus sustentos reféns de clientes e, quando a procura comercial não ocorre, estão sujeitos a retornar ao desemprego, o que acresce instabilidade a esse novo cargo. Além disso, essas pessoas são abrangidas por uma jornada horária longa, visando o lucro máximo que conseguirem adquirir, assemelhando-se as condições retratadas no filme “Tempos Modernos”. Na obra, o personagem de Charles Chaplin é submetido à tanto tempo operando produtos que acaba tendo sequelas corporais, desencadeadas pela repetição exaustiva. Assim, é indiscutível que essa nuance pode oferecer perigo à saudável estrutura de produção, oferecida pelos encargos formalizados.

Depreende-se, portanto, que se urgem medidas para resolução da problemática. É mister que o Estado, por meio de subsídios fornecidos à indústria privada, incentive a contratação da parcela marginalizada socialmente e fiscalize, semestralmente, a satisfação dos empregados com seus postos, à fim de proporcionar à tal uma ocupação fiscalizada e assegurada pelo Governo. Então, prever-se-á que os “freelancers” contarão com funções permanentes e aptas aos proletários.