O aumento do número de profissionais freelancer no Brasil

Enviada em 23/03/2021

O seriado “Startup”, mostra dois personagens autônomos que prestam serviços para empresas de tecnologia. Apesar de ficcional, o programa é verossímil a realidade de diversos brasileiros, que ao não encontrarem lugar no mercado de trabalho, viram freelancers. Sob esse viés, torna-se válido compreender como a redução de vagas formais aumentam a quantidade de trabalhadores informais, bem como a facilitação das redes sociais para esse tipo de serviço.

Observa-se, de início, que a ocorrência de trabalhadores autônomos cresce, principalmente, em épocas de maior desemprego. Segundo o filósofo Friedrich Hegel, o ato de trabalhar está diretamente relacionado à essência da humanidade. Dessa forma, fica claro ver como mesmo quando não existem vagas de emprego com carteira assinada, os indivíduos ainda buscam estar ativos e realizando serviços por conta própria. Esse fenômeno ocorre, majoritariamente, com o intuito de garantir a subsistência total ou parcial de um individuo e sua família, mas também pode ser motivado pela necessidade de sair do ócio.

Cabe analisar, ainda, que grande parte dos profissionais freelancer da atualidade tem seu serviço influenciado pela internet. De acordo com o fundador do Fórum Econômico Mundial, Klaus Schwab, o mundo está vivendo a quarta Revolução Industrial, na qual os conceitos de trabalho, cotidiano e relacionamento interpessoal são afetados pela tecnologia. Logo, é perceptível, que as redes sociais e aplicativos estão diretamente ligados ao desenvolvimento de grande parte das empresas e trabalhos autônomos da atualidade, desempenhando funções como a divulgação ou até mesmo sendo a base do que é oferecido.

Portanto, para facilitar o desenvolvimento dos profissionais freelancer, modalidade de trabalho que aumenta no Brasil, mudanças são necessárias. Cabe ao Congresso Nacional,composto pela Câmara dos Deputados e o Senado Federal, garantir melhores condições de trabalho a quem faz serviços autônomos, por meio da reformulação da lei 13.467/17, assim alem de reconhecer que diversos indivíduos trabalham sem carteira assinada, os garantiria direitos trabalhistas básicos, abrangendo também a realidade de trabalho atrelada a tecnologia. Consequentemente, tornaria histórias de sucesso como a vista em “Startup” algo frequente.