O aumento do número de profissionais freelancer no Brasil
Enviada em 22/03/2021
A pandemia do Coronavírus provocou uma crise financeira a nível mundial. No Brasil, o número de desempregados já somam cerca de 9 milhões de acordo com dados divulgados por uma pesquisa da Pnad Contínua. Para driblar o desemprego muitos brasileiros tem atuado como freelancer e trabalham oferecendo serviços diversos em plataformas digitais. No entanto, a falta de direitos trabalhistas para quem usa estes aplicativos e a baixa remuneração gera inseguranças e instabilidades.
Visto que a pandemia não tem prazo de acabar, os trabalhos sem carteira assinada é a maneira de ter alguma renda nesse período onde o número de vagas formais não é uma realidade para todos. O aplicativo de transportes da Uber, por exemplo, passou a ser utilizado por diversas famílias que usam o seu carro como um instrumento de trabalho para transportar outras pessoas.
Apesar da oportunidade em meio a crise de levantar uma renda, as remunerações nestas plataformas são muito baixas, visto que é preciso pagar ainda uma porcentagem, muitas vezes alta, ao aplicativo utilizado. Além disso, os aplicativos não oferecem aos cadastrados nenhuma vantagem trabalhista, o que não garante ao trabalhador uma aposentadoria e outros direitos que profisionais com vínculos empregatícios de carteira assinada ou servidores públicos possuem.
No entanto, em outros países o trabalho como freelancer é uma realidade já bem consolidada, como é o caso da Europa. Isso porque os freelancers europeus encaram as prestações de serviços, em muitos casos, de forma empreendedora e sem depender de ter necessariamente um vínculo a algum aplicativo ou empresa.
Diante do aumento do crescimento de profisisonais freelancer no Brasil, a orientação sobre empreendedorismo é necessária. Portanto, capacitações deveriam ser ofertadas gratuitamente pelo Ministério do trabalho em parceria com instituições, a exemplo do Sebrae. O apoio e a educação seria uma forma de ajudar o brasileiro vencer a vencer a crise.