O aumento do número de profissionais freelancer no Brasil
Enviada em 22/03/2021
As décadas de 80 e 90 foram marcadas por profundas mudanças nos campos geopolítico e econômico, pois ocorreu a derrubada do Bloco Socialista do Leste Europeu e com isso a consolidação do Capitalismo ficou aberta, o que de fato aconteceu. Em virtude disso, a atual fase desse modo de produção, chamada de Neoliberalismo, implementou uma série de ideias reestruturantes que aprofundaram a desigualdade entre Capital e Trabalho. Por causa disso, muitos profissionais acabaram virando “freelancers”, ou seja, sem nenhum vínculo com o empregador, cujo número vem aumentando em todo mundo, inclusive no Brasil.
A medida que os preceitos neoliberais se expandiram, a taxa de produtividade acabou aumentando, porque para se conseguir um trabalho num mercado cada vez mais concorrido e com oferta cada vez mais limitada, tem-se exigido do prestador de serviço um alto grau de especialização. Como também, isso ocorre porque o “Freelancer” está atuando com clientes diferentes, ele acaba desenvolvendo métodos de resolução do trabalho com mais eficiência e rapidez, segundo a SIA (Staffing Industry Analysts).
Em virtude do trabalho formal com carteira assinada ser cada vez mais raro no Brasil seja por questões de desemprego estrutural, de crises e também em função da pandemia, a resposta a esse novo cenário é o aumento do número de autônomos, como mostram os dados do Ministério da Economia que, em 2020, já representavam cerca de 40% da força de trabalho. Além do mais, os setores de comércio e de serviços são os que mais empregam e empresários desse ramo estão optando cada vez mais por esses profissionais aponta a “Workana, plataforma que auxilia esses trabalhadores a buscarem empresas interessadas na mão-de-obra deles.
Mediante ao que foi exposto anteriormente, o aumento de trabalhadores liberais que são chamados de “freelancers” está diretamente relacionado às mudanças das relações laborais cada vez mais desregulamentadas no Brasil. Logo, há a necessidade de se criar um plano nacional de criação de empregos e de renda, e o Governo pode fazer isso aumentando seus investimentos em setores estratégicos por exemplo os de infraestrutura e de energia, como também emitir dívida em sua própria moeda para financiar o desenvolvimento de áreas em que já possui capacidade produtiva instalada, assim induzindo a criação de postos de trabalhos com alto rendimento, já que a indústria geralmente paga melhores salários do que os do terceiro setor.