O aumento do número de profissionais freelancer no Brasil

Enviada em 24/03/2021

A conquista dos direitos trabalhistas no Brasil, com a “Era Vargas”, foi ago revolucionário para o momento. Entretanto, por conta do avanço da tecnologia junto da abundância de mão de obra e crises atuais, o trabalho formal tornou-se uma realidade distante de muitos brasileiros. Sob esse viés, observa-se o aumento das discussões sobre a expansão dos freelancers no país, que urge uma solução para o problema.

Em preliminar, convém analisar que a tecnologia dita o ritmo dos processos humanos. A partir disso, o modo de trabalhar também foi alterado. Uma vez que a internet encurtou distâncias e os meios de trabalho foram facilitados, com o acréscimo da liquidez das relações da sociedade atual, descrito pelo sociólogo Bauman, os patrões não arcam com todos os processos burocráticos, importando-se somente com o serviço feito. Por conseguinte, o empregado, sem vínculo com o empregador, após a realização da tarefa fica a mercê de seu próprio eu, passando por inseguranças e dificuldades. Desse modo, se faz inaceitável tal cenário, o que prova tamana negligência estatal.

Em segundo plano, vale salientar que, as crises que ocorrem pioram a vida dos freelancers. Pois, em uma crise o medo toma conta do mercado financeiro, consequentemente, demissões em massa acontecem. Isso leva à redução de salários, visto que, segundo a lógica geoeconômica do capitalismo- mais oferta e menos demanda faz os preços caírem- as pessoas começam a viver em situação de vulnerabilidade, violando diretamente seu direito a vida, garantido na Constituição. Por isso, o Estado deve atuar rigorosamente no combate desse problema.

Portanto, diante do exposto, para resolver os aspectos conflitantes a respeito do aumento do número de profissionais freelancer no Brasil, ações interventivas são indispensáveis. Para tanto, cabe ao Governo Federal estabelecer normas empregatícias que abrangem as pessoas desempregadas, por meio de políticas públicas de apoio a pessoas em situações de vulnerabilidade, a fim de garantir a renda e o emprego, para que todas as outras necessidades básicas sejam supridas. Assim, haverá uma sociedade mais justa.