O aumento do número de profissionais freelancer no Brasil

Enviada em 10/04/2021

Driblando a crise

A série Girl Boss, da rede de streaming Netlix, conta a história de Sophia que perde seu emprego em uma loja de moda e, para contornar seus problemas financeiros, resultado da sua demissão, cria uma loja virtual a qual passa a revender roupas ‘‘vintage’’. Trazendo para a realidade atual em que o Brasil se encontra, muitas pessoas estão perdendo seus empregos devido à pandemia da Covid-19 ,assim, passaram a buscar outras formas de ganhar dinheiro, como ser um ‘‘freelancer’’, oferecendo como trabalho algo que a pessoa sabe fazer de melhor pela internet e potencializando a tendência do crescimento do setor de prestação de serviços no país e que precisa ser mais regulamentarizado.

A crise econômica causada pela pandemia por exigir distanciamento social, provocou o desemprego de muitos profissionais. Segundo a Pnad Contínua, aproximadamente 9 milhões de pessoas foram demitidas apenas no segundo trimeste de 2020 em consequência disso. E para buscar outras fontes de renda, muitos passaram a ser ‘‘feelancer’’, ou seja, profissionais que oferecem trabalhos específicos para empresas. Uma vantagem associada a esse tipo de emprego é  que as pessoas podem determinar o valor pelo qual vão trabalhar, além de ser mais flexível quanto a horas de trabalho segundo o site ‘‘Betrybe’’.

Consoante a isso, esse aumento acabou potencializando algo que vinha acontecendo no Brasil, o crescimento do setor terciário. A prestação de serviços aumentou, conforme a maior demanda da população já que, devido à pandemia, foi necessário buscar serviços de atendimento online para respeitar o isolamento social e a apesar das vantagens de ser “freelacer”, existe as desvantagens, como a ausência de contrato entre o oferecedor de serviço e a empresa   e com o aumento dessa modalidade, a empresa irá optar por um serviço mais barato, sem dar satisfação a este.

Dessa forma, cabe ao Ministério do Trabalho, criar uma modalidade de regulamentação de trabalho online por meio de um  projeto de lei entregue a câmara para que quando aprovado, estabeleça uma espécie de uma quantia mínima que o serviço prestado pelo trabalhador seja digno para evitar a exploração destes e assim driblar a crise como a Sophia de “Girl Boss” fez.