O aumento do número de profissionais freelancer no Brasil
Enviada em 30/04/2021
Em 2020, uma pandemia gerada pelo novo coronavírus causou diversos impactos sobre a economia e as dinâmicas trabalhistas, como o aumento de trabalhadores freelancers, isto é, autônomos, em decorrência do aumento de desemprego no país, segundo o IBGE. Além disso, esta elevação dos trabalhadores informais converge diretamente com a uberização do trabalho, dinâmica que precariza a relação entre o contratante e o profissional.
Vale ressaltar, que a uberização consiste no uso de plataformas digitais para expor um serviço ou contratar um. Entretanto, a plataforma ou o contratante não possui nenhuma responsabilidade com o trabalhador. Contudo, essa dinâmica não é só uma consequência, mas também uma causa para o aumento do desemprego, uma vez que as empresas cada vez mais preferem contratar eventualmente um freelancer e não arcar com as questões burocráticas, que contratar alguém em tempo integral e ter de arcar com inúmeros deveres trabalhistas.
Sobre essa temática, o diretor Ken Loach lançou, em 2020, o filme Você não estava aqui, que passa em meio a crise econômica de 2008 e retrata o quão perversa é esta dinâmica Neoliberal de uberização que promete autonomia total ao profissional em detrimento do vínculo entre ele e a empresa. Em consequência disto, o freelancer presta o mesmo serviço mas agora em troca de menores salários, maiores cagas horárias e nenhum direito à previdência ou férias remuneradas.
Em suma, por mais atraente que pareça a proposta de ser o seu próprio chefe, as desvantagens se sobressaem e prejudicam o trabalhador. Então, o Ministério do trabalho pode adotar isenções fiscais para empresas que contratem funcionários integrais na busca de diminuir trabalhos freelancers, e por meio do legislativo, pode-se criar uma carteira de trabalho alternativa que ajude a registrar prestações de serviço, para no futuro, esse trabalhador poder assegurar direitos, com isso a segurança profissional estará à frente da informalidade.