O aumento do número de profissionais freelancer no Brasil

Enviada em 30/04/2021

“O óbvio é a verdade que ninguém quer ver”. Na ótica de Clarice Lispector, sabe-se que o número de freelancer está relacionada com o trabalho informal, pois os profissionais não têm vínculo empregatício com a empresa que presta serviço, uma vez que esse trabalhador pode adaptar o seu horário e o seu modo de trabalhar. Nesse sentido, nota-se uma imagem de desleixo e, sobretudo, instabilidade que pode afetar tal indivíduo, visto que esse serviço não assegura direitos ao trabalhador.

Essa assertiva deriva, em especial, da pífia ação do Poder Público nessa área. De acordo com Hannah Arendt, “A essência dos direitos humanos é o direito de ter direitos”. Nessa perspectiva, o freelancer acaba perdendo vários desses direitos, como férias remuneradas e FGTS, assim, essa deturpação no âmbito do trabalho são fatores que corroboram para desestimular os indivíduos há não entrarem nessa esfera, já que o Estado por não salvaguarda essas prerrogativas, está infrigindo diretrizes internacionais. Logo, mostra-se um Governo ineficiente nessas conjunturas.

Por sua vez, outro vetor é o papel apático do olhar coletivo nessa temática. Na dialética de Platão, “A parte que ignoramos é muito maior que tudo quando sabemos”. Sob esse viés, quando imagens de indivíduos com a ausência de emprego e, por tabela, o recrudescimento da pobreza se tornam comuns, é indicativo apontar o trabalho informal como uma possível solução, na qual a “parte ignorada” consegue apropriar o serviço de acordo com sua especilaidade e com o seu tempo, haja vista que o G1 postulou que, 37,1% dos freelances brasileiros possuem apenas tal trabalho como fonte de renda. Dessa forma, é fulcral que a sociedade reformule sua atuação, com o fito de haver melhorias.

Infere-se, portanto, que, nessa problemática, o Estado deve intensificar os investimentos nessa mazela, por meio de verbas destinadas para essa área, ampliando os direitos para esses profissonais e promovendo um auxílio para esses indivíduos, a fim de barrar o percurso de todo o caos. Ademais, a coletividade precisa tonificar a tarefa de discussão acerca dessa temática, por intermédio de palestras educativas e, por extensão, documentários inseridos nessa causa, com o intuito de fomentar a consciência coletiva. Desse modo, para que a citação de Clarice deixe de ser uma realidade brasileira.