O aumento do número de profissionais freelancer no Brasil
Enviada em 03/05/2021
No Brasil, o trabalho formal está cada vez mais escasso, seja pela falta de profissionais especializados ou por decorrência da pandemia onde milhares estão perdendo seu emprego, fato é que, o país está demitindo muito e, portanto, a opção encontrada por essas pessoas (desempregadas) é a de tornarem-se freelancers, palavra essa oriunda da língua inglesa, que pode ser traduzida como “trabalhador autônomo”. Visto isso, fica evidente que existe uma relação de proporção entre o aumento de freelancers e, consequentemente, um aumento na desarrecadação do governo. Ficando claro que, o aumento desses profissionais afeta economicamente o país.
Em primeiro lugar, o indivíduo para de ter renda fixa. Como supracitado, ao perder o emprego, a pessoa recorre ao trabalho autônomo e, dado que nesse tipo de atividade enquadra-se trabalhos como “bico” ou motorista de aplicativo, é fato que, não há um montante fixo, ou seja, o ganho deixa de ser linear e passa a ser irregular. Além disso, de acordo com o filósofo Karl Max, trabalho é a atividade na qual o ser humano emprega sua força para adquirir meios para seu sustento; uma vez que a pessoa não possui essa “atividade” a sua renda e, posteriormente, o seu sustento é comprometido.
Por conseguinte, não haverá uma contibuição, de cunho econômico, com o governo. Em virtude do freelancer não ser um trabalho regulamentado, sem normas trabalhistas por exemplo, e por não possuir uma renda fixa, fica evidente que uma contribuição com o governo, por meio de impostos, será inviável e, como supramencionado, não havendo uma “atividade” não haverá renda e, por isso, não haverá contribuição para com o governo, sendo assim, de suma importância a mudança desse quadro atual.
Portanto, com o crescente aumento dessa atividade no país, urge que o Governo Federal, por meio do Ministério da Economia, crie um orgão regulador com a finalidade de tornar freelancer uma profissão regulamentada, possuindo normas trabalhistas como às demais profissões e, fazendo com que as pessoas que exercem essa atividade possam ter seus direitos e deveres sob a responsabilidade de um conselho, como ocorre na medicina por meio do CRM e na engenharia com o CREA. Somente assim, tanto o trabalhador como o governo serão beneficiados por essa ação.