O aumento do número de profissionais freelancer no Brasil

Enviada em 22/05/2021

O impacto das intensas mudanças sociais e tecnológicas oriundas da conhecida globalização estiveram resumidas nas palavras do inventor e empresário americano Steve Jobs, ao afirmar que a tecnologia move o mundo. No Brasil, o aumento do número de profissionais freelancer reflete o advento da inovação no país, embora seja fruto do alarmante desemprego existente, consequência de insuficiente incentivo governamental no apoio à área de trabalho.

Primordialmente, o aumento do número de freelances é reflexo da alta incidência  do desemprego entre os brasileiros. Segundo o que afirma o Pnad Contínua, cerca de 4,2% da população perderam seus ofícios no segundo trimestre de 2020. Dessa forma, fica evidente que, por uma infelicidade, o crescimento da busca por trabalho home office acompanha o aumento da falta de emprego nos demais setores, uma vez que grande parte dos trabalhadores possuem famílias e outras necessidades econômicas a suprir, o que os obriga a se reinventarem na nova realidade.

Além do mais, a falta de melhores condições para os freelancers impede o seu crescimento positivo e independente. Conforme diz o artigo 5º da Constituição Federal de 1988, todo cidadão nasce livre e igual em direitos. Embora a legislação assim fale, percebe-se que a realidade é outra, pois o labor realizado pelos autônomos é ainda considerado informal, o que acaba por impedir que estes trabalhadores possam contribuir para o INSS e usufruirem de igualdade de direitos. É ináceitavel o descaso dos poderes da república para com a populaçãp em geral.

Diante do cenário apresentado, fica imprescindível a elaboração de medidas que melhores a realidade. O Governo Federal deve, por meio do Ministério do Trabalho, encaminhar ao Legislativo nacional, em forma de projeto de lei, propostas que busquem reconhecer as profissões freelancer e acrescentar na CLT melhores condições de trabalho para estes profissionais, a fim de expandir esse ramo. Além disso, por meio do Ministério da Educação, o Estado deve incrementar aulas de informática nas escolas do Brasil, para que os jovens sejam introduzidos ao uso das tecnologias a seu favor e estejam preparados para um leque de oportunidades longe do desemprego. Através de medidas concretas, um futuro mais justo e igualitário para todos concretizar-se á.