O aumento do número de profissionais freelancer no Brasil

Enviada em 20/06/2021

As relações de trabalho se modificaram diversas vezes ao longo da História, adaptando-se de acordo com a sociedade e o período no qual esta se encontrava. Dessa forma, com o desenvolvimento das tecnologias e as alterações nas relações sociais, as dinâmicas trabalhistas também se modificaram de acordo com as necessidades coletivas. Segundo essa lógica, pode-se perceber que, com o aumento do número de desempregados no Brasil, houve a necessidade do mercado de trabalho se adaptar à nova classe profissional que emergia: os chamados freelancers.

Conforme apontam pesquisas realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 14 milhões de pessoas encontravam-se em situação de desemprego no primeiro trimestre de 2021. Essa taxa, que já vinha crescendo ao longo dos últimos anos, alcançou o seu auge durante a pandemia, propiciada pelo coronavírus, quando muitas empresas, a fim de diminuir seus gastos, precisaram demitir uma grande quantidade de trabalhadores.

Desse modo, a fim de que conseguissem se sustentar, muitos desses profissionais recorreram a uma opção que começava a se destacar no cenário nacional, inscrevendo-se em plataformas online por meio das quais poderiam oferecer seus serviços àqueles que se interessassem e tornando-se, assim, freelancers, trabalhadores especializados que não necessariamente devem possuir um vínculo formal com determinada empresa para prestar serviços a esta, consequentemente abrindo mão de seus direitos trabalhistas e de uma renda mensal fixa.

Em síntese, conclui-se que é dever do Estado e do poder legislativo criar leis que amenizem o impacto econômico causado pela pandemia, especialmente no que diz respeito ao número de desempregados e à redução dos salários, além de desenvolver projetos que invistam e amparem esses profissionais autônomos a fim de evitar um crescimento na taxa de pobreza nacional.