O aumento do número de profissionais freelancer no Brasil
Enviada em 14/10/2021
O termo “freelancer” designa um profissional liberal, que atua em determinada área de modo autônomo, sem um vínculo formal com empresas, e embora apresente diversas vantagens também são encontrados desafios quanto à instabilidade do trabalho. Ademais, a pandemia de Covid-19 fez aumentar as taxas de desemprego no país, tornando a opção de funções remotas e individuais atraentes, como registrado na plataforma “Workana”, que catalogou crescimento de 15% de busca.
A grande vantagem da atividade é a possibilidade de trabalhar em ambientes cômodos, como em casa, e de fazer os próprios horários, regulando a produtividade. Apesar de demasiados benefícios, a inconstância relacionada a contratantes e a remuneração têm um grande peso. Os colaboradores não têm carteira assinada, portanto não se enquadram na garantia das leis trabalhistas, e dependem diretamente dos clientes para fazer seu salário. Além disso, os que usufruem das redes sociais como principal ferramenta, enfrentam a vulnerabilidade das mesmas, sujeitas a quedas decorrentes e indefinidas.
Outrossim, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estimou que o desemprego fechou 2020 com seu maior índice desde 2012, 13,5%. Esse aumento evidencia a enorme procura por trabalhos autônomos em sites como o supracitado, e levando em conta que para muitos essa seja a única fonte de renda, haverá maior insegurança, não sendo certo que todos os profissionais conseguirão se manter, além de grande concorrência em decorrência do número crescente de adeptos.
Portanto, faz-se necessária a intervenção do Ministério do Trabalho para atuar na revisão e enquadramento de “freelancers” dentro dos direitos, além de ser preciso o amparo do Governo Federal na criação de programas que facilitem e estimulem a fluidez de capital e serviços no país. Dessa forma será garantida a segurança financeira dos profissionais autônomos bem como diminuição do desemprego.