O aumento do número de profissionais freelancer no Brasil
Enviada em 22/07/2021
Os direitos trabalhistas surgiram no último século, no Brasil em 1943, e esses direitos dão segurança ao empregado, pois fica assistido tanto pelo governo quanto pelo empregador, quando se aposentarem ou ficarem de licença, nas férias e etc. Entretanto, pelo alto custo de assinar a carteira, empresários preferem trabalhar com freelancer, conhecidos como “frila” ou “freela”. Nessse contexto, o aumento de profissionais freelancer no Brasil, se deve não só pela flexibilidade de horário e áreas de atuação, mas também como forma do contratante aumentar a produção e diminuir os custos.
Com a inserção da mulher no mercado de trabalho, a classe trabalhadora teve que se adequar à novos horários e compromissos. Dessa maneira, a vantagem de trabalhar como freela é montar o seu próprio horário, para que se adeque às suas necessidades pessoais, ao mesmo tempo que adquiri mais autonomia e pode trabalhar em mais de uma área ao mesmo tempo. Além disso, nada impede de um trabalhador formal faça extras como frila, uma vez que, não há vínculo trabalhista, muito comum entre consultores e professores de mestrado. Por isso, essa nova forma de trabalhar está crescendo tanto e ainda mais por diminuir os índices de desemprego.
Por outro lado, o freelancer fica sem amparo tanto do Estado quanto do contratante, como o aparato de trabalho é o próprio corpo, se ele por qualquer motivo para, a renda também irá parar. Contudo, pelo fato do frila sair mais barato para o empregador e como a remuneração está, normalmente, atrelada à produção ou aos resultados, consequentemente acaba rendendo mais dessa forma. Assim, o freela, no Brasil, está ganhando em média 70% a mais que o salário mínimo, de acordo com site Vagas.com, e já conta com diversos aplicativos como o Getninjas e Fiverr, que aproximam os frilas dos contratantes interessados.
Portanto, é possível inferir que o aumento de freelancer se deu pela maior flexibilidade dos horários e ramos de atuação e pelos empresários que buscam os melhores resultados pelos menores custos. Dessa forma, é importante que o ministério da economia em parceria com o ministério da educação, por meio das suas secretarias municipais e estaduais, ofereça cursos e bolsas de estudos para maior especialização, como forma de inserir no mercado de trabalho profissionais mais capacitados. Além disso, o ministério da economia, por meio das secretarias do trabalho, deve diminuir os encargos que o contratante deve pagar ao assinar a carteira de trabalho para os funcionários, pois como os encargos são altos, cada vez mais os trabalhadores terão que abrir mão dos seus direitos para poder trabalhar.