O aumento do número de profissionais freelancer no Brasil

Enviada em 17/08/2021

Viabilizando oportunidades.

Em uma entrevista recente com Bárbara Dovânia, chefe de cozinha formada em gastronomia, descobriu-se que o motivo de ter se tornado adepta do trabalho freelance é a carência de emprego. A situação, que ocorreu em São Paulo, não se difere do contexto ao redor do Brasil. Todavia, o emprego autônomo deve se manter enquanto for benéfico para contornar o desemprego. A ascendência de profissionais sem carteira assinada deve-se não só ao desbalanceamento de oferta e procura, como também ao potencial de maiores rendimentos.

Em primeiro plano, têm-se a pouca oferta de emprego para uma grande demanda de profissionais. Na Inglaterra ao longo da revolução industrial, percebe-se que a substituição do homem pela máquina culminou em um desemprego estrutural. Da mesma forma que se deu no séc. XIX, no cenário hodierno enquanto o índice de inatividade sobe, as propostas empregatícias diminuem ou se mantém estagnadas. Por fim, a qualidade de vida do brasileiro é atenuada.

Outra questão é o potencial de rendimentos elevados. Após o governo de Getúlio Vargas, com a consolidação dos direitos trabalhistas, foi oficializado o emprego de carteira assinada. E a estabilidade trazida pelos vínculos empregatícios não abre margem para rendas maiores do que as estabelecidas. Como consequência, a busca por lucratividade amplia o número de freelancers como fonte principal ou complementar de renda.

Assim, tendo em vista através do trabalho autônomo a influência dos meios digitais para a oportunidade de emprego e especialização, o Ministério da Educação deve ministrar cursos básicos e gratuitos de informática. Concedendo maiores oportunidades de preparação à população para que então possam se inserir no mercado de trabalho. Pois só por meio da acessibilidade é possível conter as disparidades sociais.