O aumento do número de profissionais freelancer no Brasil
Enviada em 05/09/2021
Com a Revolução Técnico-Científica, a procura por mão de obra qualificada aumentou. No entanto, nem todos os indivíduos estão inseridos nessa exigência, no Brasil, o crescimento de profissionais freelancer expõe isso. Dessa forma, o requisito de qualificação somado à crise econômica enfrentada pelo país provocada pelo novo coronavírus, são fatores motivadores do problema, aos quais precisam ser discutidos e, posteriormente, solucionados.
Antes de tudo, convém analisar como a qualificação da mão de obra contribuiu para a migração desses profissionais para o mercado informal. Baseado no modelo toyotista de produção, as empresas passaram a exigir alta capacitação e multifuncionalismo, entretanto, a falta de educação técnica é uma barreira para diversos brasileiros. Dessa forma, os indivíduos que carecem de políticas educacionais voltadas para o mundo do trabalho migram para o mercado informal, em busca de novas perspectivas. Nesse ínterim, a negligência ao problema, faz com que ocorra uma carência desses profissionais nas empresas e indústrias, colocando-os em vulnerabilidade social.
Ademais, a crise econômica vivenciada nos últimos anos provocou a demissão em massa de trabalhadores. Com isso, os cidadãos buscaram formas alternativas de sobreviver em meio ao isolamento social. Dessa maneira, utilizando, principalmente, a internet como ferramenta para alcançar mais pessoas, os freelancers se lançaram nesse mercado por meio da prestação de serviços online, por exemplo. Em contrapartida, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), se restringe a amparar os trabalhadores formais, não assegurando os direitos trabalhistas para esses cidadãos, ocasionando resultados contraproducentes como a falta de férias remunerada e a ausência de 13° salário.
Em vista dos fatos supracitados, urge que medidas sejam tomadas para barrar o crescimento de profissionais independentes no país. Desse modo, o Ministério da Educação (MEC) por meio de parcerias com a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (SETEC), deve implentar cursos profissionalizantes no ensino médio em todas as escolas públicas brasileiras. Esses cursos devem ser disponibilizados a partir do mapeamento das maiores exigências do mercado atual a fim de preparar os jovens para as funções laborais que carecem desses profissionais. Com essa medida, formar-se-á cidadãos preparados para as exigências do mundo do trabalho provocadas pela Terceira Revolução Industrial.