O aumento do número de profissionais freelancer no Brasil

Enviada em 08/10/2021

Nos últimos anos, o termo “freelancer” dilatou-se progressivamente no vocabulário econômico e no âmbito corporativo. A expressão caracteriza os trabalhadores autônomos, ocupação profissional que cresceu consideravelmente na sociedade brasileira. Entretanto, a oferta desse serviço não surgiu recentemente e, para mais, está aumentando gradativamente, principalmente por viabilizar a flexibilidade horária e a independência econômica aos trabalhadores. Por outro lado, a instabilidade financeira e o comprometimento pessoal tornaram-se fatores decisivos e, em muitos casos, adversos nesse campo empreendedor.

Apesar disso, sabe-se que a existência de indivíduos freelancers é anciã. Um exemplar digno dessa ocupação é o protagonista da obra Angústia, de Graciliano Ramos, que vendia depoimentos, cartas e artigos escritos sob encomenda à políticos da época, sem carteira de trabalho assinada. Logo, as vantagens do ofício já evidenciavam-se naquele período e, atualmente, causam o crescente aumento no Brasil. Analogamente à obra, o público trabalhador está interessado na flexibilidade da grade horária, condição que as empresas tradicionais não oferecem. Além disso, a ocupação como cidadão autônomo no setor econômico gera independência financeira, possibilitantando o sujeito de ascender monetariamente de forma rápida e eficaz, se planejado adequadamente.

Todavia, embora essa profissão ofereça serviços altamente especializados, permitindo que os consumidores deleguem deveres e se interressem pela contratação, há também entraves. Desses reveses, destacam-se a instabilidade financeira, pois não há garantias de que o serviço será contratado e que proporcionará uma renda mensal suficiente, e o autogerenciamento do serviço, estabelecendo os próprios horários, disciplina, investimento e comprometimento para que os resultados esperados sejam obtidos com êxito.

Em suma, portanto, é indubitável que há vantagens evidenciadas no contexto profissional dos trabalhadores independentes. Desse modo, faz-se necessário a realização de debates por meio de redes educativas da mídia, organizados por agentes desse contexto, como economistas e os próprios trabalhadores autônomos, a fim de divulgar essa oferta de serviço e seus benefícios, além de desmistificar as falácias disseminadas por falta de informações. Outrossim,  é imprescindível que o Ministério da Economia, juntamente com as escolas, ofereça disciplinas no Ensino Fundamental Básico sobre educação financeira, com o objetivo de esclarecer e ensinar as vantagens e avenças do setor monetário brasileiro e possibilitar a escolha de profissão para os novos trabalhadores, assim como o personagem do livro Angústia pôde fazer.