O aumento do número de profissionais freelancer no Brasil

Enviada em 11/10/2021

Com o passar da última década, segundo o IBGE, os empregos informais subiram de 10% para quase 40% das relações de trabalho no país. Esse quadro está, por óbvio, relacionado com as políticas do governo do Brasil nos últimos anos, e suas consequências para a economia e para a qualidade de vida do país são desastrosas.

É evidente que, sendo o Estado o agente regulador da economia do país, e não havendo uma crise que transcende a economia enquanto matéria pura, o próprio governo e suas medidas são responsáveis pela situação econômica do país. Assim sendo, no início de 2017, o governo do ex-presidente Temer aprovou um projeto de flexibilização das leis trabalhistas no país, que consistiu na facilitação da terceirização de uma série de atividades laborais. Por isso, é, por mérito, justo acusar o governo como o causador do problema do crescimento do número de autônomos, ou seja, pessoas que não estão protegidas pela CLT.

Num segundo momento, é importante analisar as consequências dessa conjuntura, a fim de evidenciar o seu malefício para a nação no geral. Segundo o economista Michel Bloq, as economias se caracterizam pela estabilidade, somente, quando as relações trabalhistas também são fortes. Nesse caso, associa-se a reforma das leis do trabalho ao crescente desemprego, à fome e ao aumento da violência no país.

Logo, fica clara a natureza má do aumento do número de freelancers, suas causas e também seus efeitos. Por isso, o Estado deve evitar essa instabilidade laboral, por meio da retomada de leis trabalhistas fortes, que deve se dar por meio de uma emenda constitucional que petrifique a CLT, a fim de melhorar a qualidade de vida no país.