O aumento do número de profissionais freelancer no Brasil

Enviada em 20/10/2021

De acordo com o G1, em 2018, o Brasil obteve o maior índice de pessoas trabalhando sem carteira assinada, passando de 25% dos trabalhadores. Esse dado é fruto do aumento do desemprego e da desvalorização dos trabalhadores nas empresas que ao selecionar as pessoas mais atualizadas e não proporcionar um ambiente saudável fazem com que a vida de freelancer seja a única ou melhor opção. Assim, é necessário analisar as causas do crescimento dessa modalidade e formular propostas que venham fazer do trabalho liberal uma escolha racional.

Em primeira instância, tem-se o desemprego crescente como principal causador do aumento de trabalhadores independentes. Isso porque a quarta revolução industrial, também chamada de indústria 4.0,  revolucionou o modo de produção e, consequentemente, o mercado de trabalho com os avanços tecnológicos. Tais mudanças ocasionaram a preferência por trabalhadores mais especializados, o que se tornou uma problemática por não ser a realidade da maioria da população brasileira que passa pelas escolas públicas e adquirem conhecimentos limitados que não se adequam no mercado trabalhista atual. É por isso que a educação brasileira precisa de atualizações para que os alunos saiam das instituições de ensino preparados para enfrentar as novas exigências do trabalho contemporâneo.

Ademais, as relações de trabalho em empresas e indústrias é um contribuinte  para o abandono do trabalho formal. Nesse sentido, a banda “The Smiths” na canção “Heaven Knows I’m miserable now” demonstra a infelicidade ao encontrar um emprego. Essa é a realidade de 90% brasileiros que por meio de uma pesquisa do consultor de carreiras Fredy Machado, afirmaram que trabalham mas possuem relacionamentos abusivos com seus superiores ou não têm qualidade de vida nem melhoras na remuneração. Em razão disso, é importante que o Estado de fato garanta condições justas e favoráveis de trabalho aos empregados como expresso na Constituição Federal.

Diante disso, medidas precisam ser tomadas para que os problemas existentes que têm expulsado os trabalhadores dos trabalhos formais sejam resolvidos para a maior autonomia dos mesmos. Então, o Ministério da Educação deve investir na educação tecnológica dos alunos ao oferecer cursos básicos de tecnologia durante e após o ensino médio com profissionais da área de informática e robótica. Além disso, o Ministério do Trabalho deve criar canais de atendimento, como disk denúncia e e-mail, para a denúncia de trabalhos abusivos e reinvindicação de direitos. Com essas medidas colocadas em prática, os brasileiros sairiam das escolas já direcionados de maneira mínima para o mercado de trabalho e os já inseridos teriam um meio de reinvidicar melhores condições.