O aumento do número de profissionais freelancer no Brasil

Enviada em 10/11/2021

O termo “freelancer” significa um profissional liberal, ou seja, uma pessoa que atua em determinada área de modo autônomo, sem um vínculo formal com empresas no regime CLT. Tendo em vista o aumento do desemprego no Brasil, o “freenlance” tem sido uma saída para combater as necessidades de milhares de pessoas, os principais motivos desse aumento se dão por conta das consequências da pandemia do Covid-19 e pelos benefícios de um trabalho autárquico.

A pandemia do Covid-19 teve início no país no primeiro semestre de 2020 e com ela também veio a quarentena. O isolamento fez com que muitos funcionários ficassem impossibilitados de trabalharem ou fossem demitidos. Segundo dados divulgados por uma pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a população desocupada em maio de 2021 chegou a 14,8 milhões, ou seja, cresceu 16,4% na comparação com o trimestre encerrado em maio do ano anterior (mais 2,1 milhões de inativos ). Tendo em consideração o grande aumento de desemprego no Brasil, fez se necessário o aumento do trabalho autônomo, alguns exemplos são: motoristas de aplicativo, “motoboys“, redatores, professor particular etc.

Além do mais, o “freelance” costuma ser escolhido pelos trabalhadores por todos os benefícios que um trabalho de “carteira não assinada” oferece, alguns desses são: flexibilidade de horários, diminuição de gastos, o operário é seu próprio chefe, serviço especializado entre outros. Ademais, além de oferecer recursos para o contratado, o contratante também é beneficiado; alguns são: inserção do pagamento do 13º salário, vale- transporte e alimentação, preço de contratação se comparado a um CLT. Todavia, é um emprego que, em muitas áreas, oferece condições precárias para os trabalhadores, seja salarial ou carga horária. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a situação é ainda mais grave para entregadores de aplicativo (“motoboy”) que precisam cumprir - em média - 11 horas de trabalho diário para reembolsarem R$100,00.

Dado o exposto, pode-se concluir que o aumento do trabalho “freelancer” no Brasil trouxe consigo muitos pontos positivos e negativos também. Tendo em vista os defeitos, cabe ao Ministério do Trabalho incentivar os grandes empresários a realizarem contratações para suas empresas, dessa forma, o número de desempregados no país diminuiria, e o número de pessoas que não escolheram trabalhar como “freelancer” também. Também é de suma importância que o Governo Federal crie projetos, como Sindicatos Trabalhistas, a fim de promover a defesa dos direitos trabalhistas de todos trabalhadores, mesmo que de “carteira não assinada”, combatendo todas as precariedades da profissão.