O aumento do número de profissionais freelancer no Brasil

Enviada em 25/08/2022

Com a Revolução Industrial e a introdução das fábricas, o modelo de produção foi totalmente alterado, visto que tornou-se especializado e alienou os operários, além de submetê-los a tarefas degradantes e condições insalubres. Após muita luta, os trabalhadores, finalmente, conseguiram consolidar os seus direitos trabalhistas. Contudo, atualmente, aumenta-se o número de profissionais freelancer, sem registro, no Brasil, em virtude da mão de obra abundante somada com interesses capitalistas disfarçados.

Primeiramente, com a crise econômica derivada do isolamento social por causa da pandemia, aumentou-se o número de pessoas desempregadas. Nesse sentido, Adam Smith, pai do liberalismo econômico, definiu que o mercado é controlado por uma “mão invisível”, no qual o preço dos produtos são determinados segundo sua oferta e procura, sem a intervenção do Estado. Percebe-se, assim, que atualmente esse pensamento foi usado deslealmente a fim de retirar os direitos trabalhistas antes consolidados, ou seja, com menos oferta de emprego e uma enorme reserva de mão de obra, as pessoas aceitam qualquer emprego, inclusive, esses “novos”, freelancer, sem registro em carteira.

Embora seja difundido a ideia de que os profissionais freelancer são hiper especializados e esse novo tipo de serviço facilita as relações entre patrão e empregado, isso é só uma ferramenta usada para alienar os trabalhadores da sua perda de direitos. Isso ocorre porque, de acordo com o sociólogo Karl Marx, a ideologia social é definida segundo a percepção da classe dominante, a elite, sob a classe dominada, o proletariado. Dessa forma, é difundido em todos meios de comunicação como esse tipo de emprego irá aumentar a oferta de oportunidades, logo, as pessoas desempregadas, iludibriadas, acreditam e aceitam como verdade.

Portanto, o número de profissionais freelancer aumentou no Brasil, à medida que ocorre a perda dos direitos trabalhistas. Para reverter essa situação, é necessário que o poder Legislativo - responsável por elaborar leis - reelabore a Reforma trabalhista ocorrida em 2017, para definir legalmente novos direitos que respaldem os trabaladores nessa nova forma de emprego para que eles não fiquem tão desamparados e que a CLT não seja totalmente destruída.