O aumento do vegetarianismo no Brasil
Enviada em 06/04/2021
Segundo o IBOPE, mais de 29 milhões de brasileiros são vegetarianos. Nessa mesma pesquisa, foi constatado que cerca de 80% dessa população vive nas metrópoles. Dessa forma, nota-se que movimentos de preservação animal e ambiental são excludentes e elitistas pois não chegam com a devida valorização ao resto da sociedade em razão da alienação social e da priorização de interesses econômicos.
Em primeira análise, observa-se que a alienação é uma causa grave do problema. Para o sociólogo Karl Marx, a alienação é o estado de insuficiência intelectual vivida pela classe operária antes da revolução industrial, na qual o indivíduo é incapaz de reconhecer a exploração a que é submetido. Analogicamente, no contexto brasileiro atual, a população não se dá conta de que, além dos malefícios que o consumo de carne pode trazer à saude, há também o assassinato de animais inocentes.
Sob outro olhar, o predomínio de interesses financeiros também é um fator latente do impasse. De acordo com o filósofo Michel Foucault, o poder articula-se em uma linguagem de controle e coersão, os quais aumentam a subordinação. Nesse sentido, não há o estímulo ao estilo de vida vegetariano pois o Brasil é um dos maiores consumidores e exportadores de carne, o que traz lucro para as grandes empresas privadas do ramo.
Portanto, medidas devem ser tomadas. A Secretária da Cultura deve promover um evento de disseminação do conceito de vegetarianismo por meio de palestras e debates em escolas, que ocorrerá mensalmente durante um ano para a conscientização de jovens de todo o Brasil sobre esse modelo de vida saudável e sustentável. Tal medida seria eficiente pois segundo o patrono da educação brasileira, Paulo Freire, “a educação transforma as pessoas, e as pessoas transformam o mundo”.