O aumento do vegetarianismo no Brasil

Enviada em 18/04/2021

O vegetarianismo e o veganismo são termos em ascensão não somente no mundo, mas também no Brasil. A não ingestão de carne animal ou qualquer derivado desta no país que mais exporta carne bovina e movimenta o mercado atual, segundo dados do IBGE, é repleta de desafios. Entretanto, tais obstáculos estão sendo cada vez mais quebrados com a maior representatividade da causa, que se fortalece nos tempos hodiernos graças ao colapso ambiental que o mundo enfrenta e à maior distribuição e acesso de informações.

Atualmente, é uma preocupação global a preservação da camada de ozônio e de florestas, havendo, assim, vários acordos diplomáticos entre diversos países e órgãos governamentais, como o Rio+10 e o Acordo de Paris, este visando a redução de gases que contribuem para o efeito estufa e a contenção do aquecimento global abaixo de 2°C. Segundo cientistas das universidades de Tulane e Michigan, nos EUA, quando uma pessoa dá preferência a carnes e lacticínios, contribui para uma produção cinco vezes maior de gases do efeito estufa do que quem prioriza vegetais, explanando a contribuição de vegetarianos e veganos com esta retenção.

Graças à democratização da informação e ao maior acesso a esta, seja por meio de pesquisas científicas e nutricionais divulgadas ou por meio de documentários que abordam o vegetarianismo e seus benefícios, como “What the health”, que critica o impacto do consumo de carne, peixes, ovos e laticínios na saúde, mais pessoas se interessam e se juntam à causa, influenciando aqueles ao seu redor também.

Portanto, a ascensão do vegetarianismo no Brasil se dá graças a fatores éticos e morais, em grande parte das vezes, com a população buscando contribuir com a preservação ambiental e lutando contra a exploração animal, entre outras causas defendidas. Em suma, com a crescente influência e aumento de cidadãos aderindo a esse estilo de vida e política, é de se esperar que esse número cresça ainda mais no território nacional.