O aumento do vegetarianismo no Brasil

Enviada em 19/04/2021

Atualmente, é comum que pessoas tenham diferentes pontos de vista com relação a sua alimentação, o que influencia diretamente em suas escolhas do que se deve ou não comer. A mídia por si só é um meio influenciador que afeta várias partes do cotidiano de muitos, a exemplo do abandono do consumo de carnes e eleição por uma dieta voltada ao estilo vegetariano. Desse modo, pode-se dizer que o vegetarianismo está virando algo mais comum entre os indivíduos da sociedade brasileira, o que pode, no futuro, acarretar em mudanças na produção alimentícia do país.

No mesmo sentido, segundo uma pesquisa de 2019 do Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística), já são quase trinta milhões de vegetarianos no Brasil, e estudos mostram que esse número tende a aumentar com o passar do tempo. Nos últimos seis anos a população vegetariana brasileira dobrou, atingindo aproximadamente 29 milhões de indivíduos, marcando o histórico brasileiro com a pesquisa realizada. Tal número é distribuído pelas seis ramificações alimentícias: vegetariano, ovovegetariano, lactovegetariano, ovolactovegetariano, vegetariano estrito, e vegano.

Ademais, são diversos os motivos que levam à escolha de uma alimentação baseada no padrão vegetariano, o qual exclui o consumo de frango, peixe, carne vermelha, frutos do mar e outros tipos de carne. Questões de ética, seguido da motivação de saúde, são um dos principais fatores para o vegetarianismo. Em muitos casos, a afeição por animais resulta em um pensamento que leva o indivíduo a não optar pelo consumo de carne, sejam elas de diversos tipos. Além disso, diversos estudos associam efeitos positivos de saúde com a maior utilização de produtos de origem vegetal e restrição de produtos provenientes do reino animal, visto que o consumo de carnes está diretamente associado ao risco aumentado de doenças crônicas e degenerativas como diabetes, obesidade, hipertensão e alguns tipos de câncer.

Mediante a isso, faz-se necessário a tomada de medidas que ponderam tal situação. O aumento de palestras em escolas e centros educacionais por profissionais da saúde estimulam o pensamento de jovens e crianças de que o consumo de carne é importante e necessário de vez em quando, e que uma alimentação completa nutricionalmente não envolve apenas a ingestão de produtos de origem vegetal. Por conseguinte, a população será melhor informada nutricionalmente para que, assim, possam refletir sobre suas alimentações de forma mais consciente, levando sempre em conta que a alimentação é algo importante e que deve ser cuidada com a devida atenção necessária.