O aumento do vegetarianismo no Brasil

Enviada em 21/04/2021

No documentário “A Carne é Fraca”, é retratado os impactos que o ato de comer carne representa para saúde humana, para os animais e para o meio ambiente. Nesse sentido a narrativa revela que o consumo de carne é a maior causa de danos à camada de ozônio, aos recursos hídricos, a segurança alimentar e a destruição da biodiversidade. Fica claro que a realidade apresentada no documentário é o principal problema social e ambiental do século XXI.

É importante destacar que a pecuária é responsável por 80% do desmatamento da Amazônia, segundo o INPE (Instituto Nacional de pesquisas Espaciais). A Amazônia é hoje uns dos biomas mais essenciais do planeta, pois suas florestas funcionam como grandes armazéns de carbono, quando derrubada e queimada este carbono é liberado para atmosfera, o que contribui para o aumento da temperatura na terra (0,7 no último século), segundo o IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia). Assim, percebe-se a importância de optar por uma dieta vegetariana, a base de vegetais, além de ser uma escolha ética é  mais saudavel para nós e para o meio-ambiente.

Além disso, a agropecuária utiliza 70% dos recursos hídricos disponiveis e lançam a maior parte de substâncias contaminantes na água, como nitrato, fosfato e pesticidas, segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação). De acordo com o documentário é necessário 15 mil litros de água para produzir 1kg de carne bovina, isso levando em consideração que temos mais cabeças de gado no Brasil do que gente, são 214,7 milhões de animais em 2019, diz IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a água potavél que deveria ser destinada aos humanos é destinada aos bovinos. Ou seja,  com tantos dados e informações, fica fácil entender o aumento do vegetarianismo no Brasil, quem luta pela preservação da natureza sabe que a causa ambiental começa pelo “prato”, com escolhas mais conscientes e éticas, como a diminuição do consumo da carne, podemos ser agentes de transformação.

Portanto, é preciso que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para solucionar o problema do século, urge que o Ministério do Meio Ambiente, da Agricultura e da Educação, se unam para promover sustentabilidade, segurança hídrica e alimentar, por meio de incentivos a sistemas agroflorestais e a agricultura familiar (como foi citado no documentário a agricultura familiar alimenta o Brasil e o agronegócio alimenta o mundo), precisamos rever as políticas de exportação de carne e deixar bem claro para o consumidor estrangeiro que a carne brasileira “fede a floresta queimada” e, por fim, através da educação ambiental fomentar a mudança de hábitos alimentares mais consientes, na sociedade. Só assim, será possível preservar a natureza para as gerações futuras.