O aumento do vegetarianismo no Brasil
Enviada em 26/04/2021
Na obra ‘‘O grito’’,de 1893, o pintor francês Edvard Munch utiliza cérebres nuances de pinceladas coloridas para ilustrar a reação de espanto no personagem central. Mais de 120 anos depois, esse sentimento faz-se presente no cotidiano nacional no que tange a alta expressiva de adeptos ao vegetarianismo. Sob essa conjuctura, a adoção,cada vez maior, desse estilo de vida eco responsável é resultado do aumento da preocupação ambiental e da empatia aos animais.Logo, rever a situção e as ações torna-se imprescindível para solucionar essas questões e garantir bem-estar social a todos.
Nessa perspectiva, há décadas a temática natural ganha destaque no dia a dia do país,inclusive, iniciou notoriamente pelo renomado literário Monteiro Lobato através da denúncia dos desmatamentos e das queimadas durante o século XX no artigo ‘‘Velha Praga’’. Com essa linha de pensamento, tais vicissitudes saíram dos livros para os noticiários em razão da expansão pecuarista, liberação de gases tóxicos, uso indiscriminado da água e a diminuição dos seres fotossintetizantes. Dessa forma,evidencia-se que atos oriundos do individualismo econômico e da irresponsabilidade acarretam graves intempéries no território.
Sob esse viés, a corrente filosófica do Iluminismo prega que a sociedade só progride quando há mobilização com o próximo. Nessa ótica, salienta-se na esfera brasileira que os vegetarianos aplicam,desejavelemnte, na prática tal ideologia, uma vez que o sofrimento dos bichos sensibiliza-os. Além disso, covém enaltecer que o conhecimento acerca dos tratamentos agressivos e dos abates desumanos,principalmente por intermédio da internet, foi determinante para mudança do consumo, já que 85% da população tem acesso à tecnologia,conforme dados do IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Portanto, diante dos fatos supracitados explícita um cenário concreto e favorável à transformação, mas também urge medidas a fim de solucionar as problemáticas apresentadas. Então, é fundamental que instituições formadoras de opiniões em parceria com ONG’s, como o Instituto Luisa Mel, realizem palestras socioeducativas para comunidade -visto que atitudes coletivas têm imenso poder trasformador- com o fito de criar consciência ambiental e incentivar a solidariedade.Somando a isso, cabe ao Estado concomitantemente com órgaõs fiscalizadores, por exemplo polícias, intensificar a verificação rural, estimular a sustentabilidade e punir os infratores. Dessa maneira, a comoção ilustrada no quadro expressionista não caracterizará a elevação da ingestão de proteínas não animais no Brasil por motivos extremamentes nocivos apenas por liberdade de escolha.