O aumento do vegetarianismo no Brasil
Enviada em 26/04/2021
Desde os primórdios do gênero Homo, a sua dieta segue a característica de ser onívora; qualidade essa que lhe conferiu maiores chances de sobrevivência e adaptação ao meio. Entretanto, com a sedentarização do estilo de vida humano, a relação entre o animal e alimentação humana tornou-se muito além de uma refeição. Dessa maneira, o aumento do vegetarianismo no Brasil revela não só uma recente conscientização sobre o consumo excessivo e a utilização desnecessária dos animais e de seus derivados, como também a expansão tanto do mercado quanto do estilo de vida mais saudável e ecologicamente corretos.
Ademais, segundo o site Consumidor Moderno, o Brasil é o maior exportador de carne bovina do mundo, e cada kilo de carne gasta, em média, 43 mil litros de água. Nesse contexto, a criação da pecuária de corte não é somente cruel com o animal, mas também com o ambiente escolhido para a prática, visto que é necessário o clima de campos, em geral encontrado no extremo Sul, e a pecuária tem seu lugar fixado no Centro-Oeste e Norte amazônica; transforma-se o lugar, portanto, por meio da destruição da flora e fauna nativa; e desequilibra a dinâmica individual do ecossistema.
Todavia, de acordo com o site Consumidor Moderno, uma saída para tanto o esgotamento animal quanto o da terra será a carne desenvolvida em laboratório. A carne gerada in vitro conta com a vantagem de emitir 96% menos gases do efeito estufa e, além disso ser capaz de reduzir o consumo mundial de antibióticos para a criação do animal e a utilização de água potável durante o processo, sem crueldade e amigável para o meio ambiente. Por conseguinte, o consumo de proteínas necessárias para o bom funcionamento corporal será suprido de forma equilibrada e saudável.
Portanto, fica evidente a necessidade de programas sobre educação alimentar, elaborados pelo MEC, que sejam aplicados em todas as escolas públicas e privadas nos primeiros anos escolares até o 9° ano do ensino fundamental, uma vez por semana, que visam como fazer escolhas mais saudáveis e evitar desperdícios ou excessos na alimentação, para assim desenvolver adultos mais saudáveis e conscientes do impacto de seu consumo. Outrossim, é imprescindível a união do Ministério da Pecuária, Agricultura e Abastecimento com o Ministério da Ciência e Tecnologia, para a elaboração de planos de investimento e desenvolvimento que sejam menos destrutivos com o ambiente ecológico; com o objetivo de melhorar a qualidade para reduzir a quantidade do que é produzido. Por consequência, sendo um meio termo entre exploração e preservação, garantindo um mundo equilibrado para o futuro.