O aumento do vegetarianismo no Brasil
Enviada em 29/04/2021
Zenão de Cício, filósofo criador do estoicismo, afirmava que o ser humano somente atinge a felicidade plena quando se encontra submetido à natureza. Sob esse viés, o aumento do vegetarianismo no Brasil é coerente com essa corrente de pensamento visto que é ligado à uma maior preocupação com a sustentabilidade e com os animais. Logo, o regime alimentar vegetariano deve ser incentivado para que melhore cada vez mais a qualidade de vida dos cidadãos brasileiros.
É primordial resaltar que por ser um regime restritivo em relação ao consumo de produtos de origem aniamal (principal fornecedor de proteínas ao corpo), ao iniciar o vegetarianismo, haja o acompanhamento de um nutricionista para que o indivíduo possua uma dieta adequada e completa. Uma vez que as proteínas são fundamentais para o funcinamento da fisiologia humana, tendo funções diversas como estrutural e catalítica, e aquelas obtidas de produtos vegetais são menos completas e complexas do que as de origem animal.
É preciso, porém, reconhecer que as vantagens da retirada do consumo de carne da dieta alimentar são maiores que as devantagens. De acordo com um estudo realizado pelas universidades Northwestern e Cornell o consumo de somente duas porções de carne vermelha, processada ou de aves por semana aumenta o risco de doenças cardiovasculares entre 3% a 7%. Ademais, uma pesquisa da Universidade Estadual da Pensilvânia concluiu que dietas baseadas em vegetais podem ser a chave na diminuição de complicações cardíacas.
Portanto, para que a populção brasileira adote cada vez mais o vegetarianismo faz-se necessário que o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), em conjunto com as Secretarias Estaduais de Saúde, criem um programa de incentivo à alimentação baseada em produtos de origem vegetal. Isso, daria-se por meio do uso das mídias de comunicação difundindo os benefícios desse regime alimentar além do monitoramento da qualidade de vida dos novos adeptos.