O aumento do vegetarianismo no Brasil

Enviada em 30/04/2021

Pelos animais, pelas pessoas, pelo planeta. Em busca de uma alimentação e modo de vida mais sustentáveis, éticos, e saudáveis, tem crescido no Brasil o número de adeptos ao vegetarianismo. Nesse sentido, convém analisar as principais causas e consequências da recente propagação desse fenômeno no nosso país.

Diante desse cenário, as pessoas têm se atentado ainda mais aos efeitos que seus hábitos provocam na sua saúde e no planeta. Segundo dados divulgados pelo Observátorio do Clima em 2017, o agronegócio é responsável por cerca de 76% da emissão de gases de efeito estufa no Brasil. Além da questão ambiental, a preocupação por um modo de vida mais saudável é outro fator que tem impulsionado a mudança de costumes. De acordo com a Sociedade Vegetariana Brasileira, a dieta vegana tende a diminuir o risco de doenças como o câncer, a obesidade e a diabetes, por exemplo.

Em resposta à esse ‘‘boom’’ do vegetarianismo, gradativamente as empresas têm se adaptado à essa nova realidade de alguns brasileiros. Além da criação de marcas específicas para esse público, seja no setor alimentício, de vestuário, ou cosméticos, marcas já existentes, como a empresa de cosméticos Natura e a rede de fast food Burguer King, têm incluído em seus catálogos uma alta gama de produtos vegetarianos, com o intuito de satisfazer as necessidades de todos.

Por conseguinte, o aumento do vegetarianismo no Brasil tem dois lados, e ambos devem ser discutidos. Sendo assim, cabe à mídia o papel de impulsionar tanto a divulgação dos benefícios e malefícios de tais dietas, quanto movimentos já comuns nas redes sociais, como a #SegundaSemCarne, que tem como objetivo estimular o não consumo animal por um dia na semana, e isso deve ser mais explorado e mostrado por esse meio tão acessível por grande maioria da população. Síncrona a isso, empresas a favor desse movimento devem instalar diversos outdoor em locais estratégicos, a fim de garantir mais informação a população.