O aumento do vegetarianismo no Brasil

Enviada em 30/04/2021

“Brasil, País do Futuro” é uma obra escrita pelo renomado Stefan Zwieg, para enaltecer, não somente aspectos positivos da nação, mas também para denunciar graves violações à dignidade humana. Tal senso crítico apresentado na coletânea de Zwieg, convida o homem hodierno a uma importante missão: demonstrar o aumento do vegetarianismo no Brasil. Esse panorama cruel suscita ações mais efetivas tanto do Poder Público quanto da sociedade.

Antes de tudo, vale analisar a postura negligente do Estado, no que se refere ao aumento do vegetarianismo. A esse respeito, o filósofo Aristóteles afirmou, em sua obra Ética “A Nicômaco” que a sociedade somente encontrará equilíbrio se houver igualdade social para todos. No entanto, pode-se afirmar que a introdução do vegetarianismo é indispensável, pois de acordo com a Sociedade Vegetariana Brasileira, a dieta vegana tende a diminuir o risco de câncer, diabetes, obesidade, entre outras doenças. Diminuindo também o risco de morte dos animais.

Outrossim, a posição inerte do corpo social corrobora esse flagelo. Ademais o sociólogo Zygmunt Bauman, em sua obra “Modernidade Liquída”, afirma que vivemos em tempos liquídos, a qual sentimentos, como empatia e respeito esvaem-se pelos vão dos nossos dedos. Seguindo essa linha de pensamentos a sociedade brasileira é maracada por traços de ignorância no que se refere ao vegetarianismo.

Urge, pois, a união do binômio Arena Pública e a Sociedade Vegetariana Brasileira a fim de desconstruir essa mazela. A priori, cabe ao Poder Público adotar medidas que visem o incentivo a busca por uma alimentação saudável, podendo assim introduzir o vegetarianismo. A posteriori, cabe ao corpo social, com o auxílio da mídia por meio de ficção engajada impulsionar a divulgação dos benefícios de tais dietas. Ademais, cabe ao governo brasileiro apoiar movimentos já comuns nas redes sociais, como #SegundaSemCarne, que tem como objetivo estimular o não consumo animal por um dia na semana.