O aumento do vegetarianismo no Brasil

Enviada em 10/05/2021

Conforme a primeira lei de Newton, um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele, mudando-o de percurso. Nessa perspectiva, em alusão à realidade do Brasil, ainda que o vegetarianismo tenha intensificado nos últimos anos, ainda assim existem obstáculos a serem superados. Com isso, ao invés de funcionar como a força capaz de reverter essa situação, os desafios a respeito de proteger a vida dos animais, bem como garantir a sustentabilidade do meio ambiente acaba por contribuir com a situação atual.

Em primeira análise, é evidente o aumento da conscientização das pessoas cada vez maior, pela busca de produtos sem componentes de origem animais. Tanto que, de acordo com pesquisas feitas pelo Ibope, em 2018, aponta que cerca de 30 milhões de brasileiros são vegetarianos, resultando em um aumento de 75% em relação ao ano de 2012. Porém, tais atitudes surgem na tentativa de diminuir o sofrimento dos animais. A princípio, sabe-se que muitos vivem em condições precárias, para posteriormente seres abatidas ou exploradas para testes. Desse modo, fica notório a necessidade de mudar as relações individualistas, sendo uma tese do filosofo Zygmunt Bauman, para que a conscientização continue crescendo.

Sob um segundo enfoque, de acordo com o cientista Albert Einstein, a sobrevivência da vida na terra é resultado de uma dieta vegetariana. Diante desse pressuposto, fica claro que a sustentabilidade do meio ambiente promove a eliminação do pasto, sendo uma necessidade dos grandes pecuaristas, por exemplo. Nesse sentido, colocar em prática o pensamento do cientista garante resguardas as florestas, diversidade das espécies, reprodução sem interferência humana, além de diminuir os efeitos do aquecimento global. Por fim, cabe ao Estado reconhecer a ação das pessoas que adaptam suas vidas em prol desse bem, a fim de dar garantir uma mudança no percurso.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que realizem a mudança do percurso. Para isso, urge que o Ministério da Sustentabilidade crie, por meio de verbas governamentais, campanhas nas redes sociais, sendo administrado por profissionais ambientalistas, para que seja efetivado nas empresas a produção de cosméticos, alimentos e vestuários de origem vegetal, a fim de mudar os hábitos das pessoas. Além disso, cabe ao município promover a fiscalização dessas empresas, com intuito de contribuir para a efetivação das ações. Somente assim, será possível a mudança do percurso, de modo que garanta uma perspectiva de mundo mais solidário e acolhedor.