O aumento do vegetarianismo no Brasil

Enviada em 20/05/2021

O aclamado documentário “Cowspiracy: o segredo da sustentabilidade” aborda o tema das consequências naturais causadas pela agropecuária em nível mundial. De fato, essa prática vem dizimando os recursos naturais do planeta e, como oposição a tal realidade, o número de vegetarianos cresce a cada ano na sociedade brasileira.

Atualmente, a produção intensiva de carne no Brasil é a maior responsável pela emissão de gases poluentes na atmosfera, acentuando assim o processo de efeito-estufa e aquecimento global. Igualmente, segundo números oficiais do INPE (Instituto Nacional de Pesquisa Espacial), 80% do desmatamento na Amazônia, maior floresta tropical do mundo, se deve à pecuária, que transforma a área desmatada em pastos para o gado, afetando a biodiversidade do local e ameaçando o bioma de extinção. Além do mais que, conforme relatório de 2018 da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), a pecuária é um dos maiores agentes de contaminação de rios e reservas de água, pelo uso de antibióticos e produtos químicos, que juntamente com os excrementos dos animais, acabam por poluir a água.

Por outro lado, o número de pessoas que fazem parte do movimento vegetarianista, nos últimos seis anos, dobrou no Brasil, sendo 29 milhões de adeptos ao estilo de vida, segundo o IBOPE (Intituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística) de 2019. Ainda mais, os vegetarianos procuram não somente proteger os animais, como também defender uma postura ética em relação à preservação e valorização dos recursos naturais do planeta, pois buscam praticar a sustentabilidade, alimentando-se de maneira a degradar o menos possível a natureza.

Inegavelmente, a cultura da agropecuária é um dos maiores obstáculos para a sociedade, causando inúmeros malefícios à saúde e ao meio ambiente. Por isso, se faz necessário um investimento governamental em grupos e ONG’s ambientalistas, por meio de financiamento e apoio de projetos que visem conscientizar a população sobre o lado negativo do consumo de carne e, sobretudo, garantir leis de proteção às áreas florestais ameaçadas de extinção contra o desmatamento intensivo e ilegal para produção de pastos pecuários.