O aumento do vegetarianismo no Brasil
Enviada em 23/05/2021
Durante as décadas de 80 e 90, o vegetarianismo ganhou um maior ímpeto, quando o desastroso impacto que a população humana estava a causar no planeta se tornou mais evidente. Os assuntos ambientais dominaram os noticiários e estiveram durante muito tempo em primeiro plano na política. O vegetarianismo é um regime alimentar que começou a ser adotado e vem aumentando o número de adeptos desde então. Tem motivação por causas ambientais e alimentares, devido às consequências da cadeia produção de carne, desde o desmatamento de áreas florestais e a queimada para a fertilização dos solos de pastoreio e até mesmo devido à compaixão pelos animais.
De acordo com o Greenpeace, diante dos crescentes impactos da agropecuária na saúde pública, no meio-ambiente, e aquecimento global, o consumo de carne e derivados devem ser reduzidos em 50% até 2050. Grandes produtores pastoris também devem assumir a responsabilidade de utilizar técnicas de produção que tenham menos impacto, reduzindo o volume de uso de água, e com melhor uso da tecnologia para o manejo do alimento. Recomendações de organizações como essas, são parte da motivação para o aumento do vegetarianismo, principalmente, no contexto brasileiro, onde a população, segundo a revista Forbes, consome aproximadamente 78,11 kg de carne per capita anualmente.
Albert Einstein, um dos cientistas mais conhecidos no mundo e que era vegetariano já expôs que: “Nada beneficiará mais a saúde humana e aumentará mais as chances de sobrevivência quanto a evolução para uma dieta vegetariana”. O consumo excessivo de carne pode ser associada a ao aumento do nível de colesterol no sangue, de pressão alta e risco de câncer, devido ao exagero de cortes que contém alta quantidade de gordura saturada, como a contra-filé, o cupim, a costela e dentre outros, causando malefícios à saúde, que não são calculados a longo prazo.
É indubitável o efeito que o agronegócio pode causar na natureza, e as sequelas na saúde com consumo diário de carne. Por esse motivo, o Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério do Meio Ambiente devem procurar as melhores formas de intervir na fiscalização do uso de recursos naturais da agropecuária, sem afetar a economia do país, já que a carne é também um produto de exportação. Além disso, o governo pode incentivar o maior uso de alimentos como peixe, vegetais como brócolis e leguminosas, o que afetará positivamente a agricultura no ponto de vista econômico. O Brasil é culturalmente ligado à carne, mas assim como Paul McCartney já argumentou: “Se matadouros tivessem paredes de vidro, todos seriam vegetarianos”.