O aumento do vegetarianismo no Brasil
Enviada em 16/06/2021
O filme sul-coreano ‘‘Okja’’, denuncia a realidade cruel da indústria alimentícia ao abordar a forma como os animais são tratatos, desde o nascimento até o seu abate. Com isso, na contemporaneidade, o vegetarianismo tem aumentado em larga escala, por conta da compaixão pelos seres que são mortos para o consumo e, também, pelo pensamento sustentável. Dessa forma, é válido analisar as causas e consequências desse comportamento na sociedade brasileira.
Cabe mencionar, em primeiro lugar, o sentimentalismo e a empatia como fatores impulsionadores do movimento vegetariano. Conforme a revista de notícias ‘‘ISTOÉ’’, o vegano é o indivíduo que consome apenas alimentos de origem vegetal e que opta por produtos ‘‘Cruelty Free’’, ou seja, livres de qualquer teste em animais. Dessarte, isso ocorre, principalmente, pelo impacto psicológico gerado, por meio de imagens e vídeos explícitos da violência exacerbada praticada contra esses organismos. Contudo, mesmo que seja importante preservar a vida dessas criaturas é, igualmente, essencial promover o bem-estar coletivo, pois, o conteúdo agressivo que é divulgado de maneira irresponsável pode causar patologias, como a depressão e a ansiedade, logo, deve-se restringir o seu acesso abrangente.
Cabe mencionar, em segundo lugar, a preocupação com o meio ambiente e os agravos futuros proporcionados pela ingestão de carne como uma motivação para o acréscimo de cidadãos vegetarianos. De acordo com o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, houve um crescimento de mais da metade dessa parcela da população nas metrópoles. Destarte, com essa ampliação, os problemas relacionados aos impactos ambientais e as doenças, como, por exemplo, a incidência de diabetes, doenças cardíacas e alguns tipos de câncer seriam suavizados. Portanto, é indispensável a ação do Estado em fomentar a prática ecológica, porque, desse modo, os benefícios fornecidos serão de grande significatividade para alcançar o pleno desenvolvimento nacional.
Em síntese, a emergência em pugnar o conflito supracitado requer medidas do Ministério da Saúde, concomitantemente com as Organizações Não Governamentais (ONGs), com o fito de interromper a propagação de materiais considerados negativos para a promoção da saúde mental. Urge alertar a associação vegana sobre os ‘‘gatilhos’’ emocionais e os seus perigos, por intermédio de palestras ministradas por psicólogos nas praças públicas ou em shoppings. Ademais, o Ministério do Meio Ambiente, juntamente com as ONGs, deverão instigar as atitudes veganas que suscitam a harmonia entre a natureza e o homem, mediante propagandas feitas por figuras de influência nas redes sociais, como o Instagram e o Facebook e, assim, tornar a qualidade de vida melhor e conservar o ecossistema. Dessa maneira, com essas intervenções, a realidade de ‘‘Okja’’ não será presente no Brasil.