O aumento do vegetarianismo no Brasil
Enviada em 28/05/2021
Nos mercados, grandes marcas de comida processada e congelada, como a Seara, passaram a vender também hambúrgueres feitos de carne vegetal. Nesse cenário, alimentos, tradicionalmente de origem animal, serem produzidos a partir de plantas representam a inclusão do crescente número de vegetarianos no Brasil. Desse modo, certas questões ambientais e a empatia para com bichos são fatores que acarretaram esse aumento.
Primeiramente, a consciência ambiental beneficia a ampliação de vegetarianos. Nesse viés, a pecuária é um setor econômico prejudicial ao meio ambiente, através, por exemplo, da emissão excessiva, e danosa à Terra, do gás metano pelos bovinos, conforme a Química. Nesse contexto, uma parcela do povo diminuiu o consumo de carnes, ovos e laticínios para não estimular o mercado, já saturado, dessa área, visto que ela está presente na humanidade desde o período Neolítico. Logo, as consequências maléficas que a criação de animais específicos traz à natureza ocasionam uma maior busca pelo vegetarianismo.
Ademais, o afeto desenvolvido por animais em parte do país favorece a disseminação do vegetarianismo. Nesse sentido, obras cinematográficas denunciam a maneira desumana, agressiva e estressante como bovinos e aves são tratados, além de abatidos, em granjas ou frigoríficos, conforme o filme, “A fuga das galinhas”, no qual bichos poderiam ser mortos ao não atingirem expectativas de produção. Além disso, após serem bombardeados com esse tipo de produção, muitas pessoas deixaram de comer carne ou laticínios em respeito à vida animal, uma vez que a mídia mostrou aos cidadãos a dinâmica interna de criadouros. Assim, a indústria midiática contribuiu para o avanço do vegetarianismo, ao favorecer o desenvolvimento da empatia com animais.
Portanto, já que o aumento de vegetarianos está associado a problemas ambientais e ao amor à vida animal, faz-se necessária uma intervenção. Diante disso, o Governo deve implantar fiscalizações mais rigorosas no setor pecuário, relacionadas a criação e aos tratamentos dados aos bichos, por meio de investimentos públicos na causa. E, com isso, têm-se como finalidade tornar a produção de produtos de origem animal mais respeitosa à vida. Além do mais, o Estado deve estabelecer um limite no número de cabeças de gado de cada criadouro, para que a emissão de gases favoráveis ao aquecimento global seja mínima.