O aumento do vegetarianismo no Brasil
Enviada em 20/06/2021
A ingestão de carne foi um dos fatores que auxiliaram na evolução humana, sendo uma importante fonte de alimento e indispensável. Portanto, o consumo excessivo desse alimento afeta a saúde das pessoas e também desmata o meio ambiente, e com isso, é notório o crescimento do vegetarianismo. Uma pesquisa feita pelo Ibope, mostrou que quase metade (47%) dos brasileiros reduziram o consumo de carne em 2020. Além do aumento no preço da carne, outro fator colaborou para essa redução: o interesse por pautas ligadas ao vegetarianismo e ao veganismo. O salto surpreendente no número de pessoas que exclui alimentos de origem animal reflete tendências mundiais consolidadas de busca por uma alimentação mais saudável, sustentável e ética. Por um lado, o reconhecimento dos benefícios de uma alimentação vegetariana para a saúde é cada vez maior, com grandes organizações - como a Organização Mundial de Saúde - se pronunciando sobre os riscos do consumo elevado de carnes.
A pesquisa do IBOPE Inteligência mostra ainda o crescimento rápido no interesse por produtos veganos, na população em geral: mais da metade dos entrevistados (55%) declara que consumiria mais produtos veganos se estivessem melhor indicados na embalagem ou se tivessem o mesmo preço que os produtos que estão acostumados a consumir (60%). De acordo com a Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), existem quatro razões para adotar o vegetarianismo, elas são: ética, saúde, meio ambiente e sociedade. A segunda, é pautada no fato de que, em 2013, pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, divulgou que vegetarianos têm 32% menos de chance de ter doença cardíaca se comparado aos que consomem carne e peixe. Nesse estudo, 45 mil pessoas foram entrevistadas. O veganismo, por sua vez, se ampara ainda mais nos conceitos éticos de não consumir nada de procedência animal o que, de acordo com alguns estudos, melhora até mesmo o emocional. Um levantamento da Complementary Therapies in Medicine, estudou a qualidade de vida de pessoas que experimentaram essa dieta durante três semanas. Dos 107 participantes, 18,6% notaram que a ansiedade diminuiu, 16,4% que essa mudança ocorreu com o estresse, e que, de modo geral, a qualidade de vida melhorou 11,5% impulsionada principalmente pelo componente mental.
Em vista dos argumentos apresentados é imprescindível que todos se conscientizem de que o consumo de carne elevada é um problema tanto para saúde quanto para o meio ambiente. Então, faz-se necessário que o governo, junto com o Ministério da Saúde e as mídias sociais conscientizem a população sobre tal consumo e produzam palestras pautadas no vegetarismo e informem a sociedade sobre os benefícios, e também, criem programas para conscientizar a nação.